- O presidente da FIFA, Gianni Infantino, fez 27 voos para assistir a 24 jogos, entre a fase de grupos e partidas na América do Norte, durante a Copa do Mundo nos Estados Unidos, Canadá e México.
- O jato particular ligado à FIFA percorreu pelo menos 50.122 km e ficou mais de 66 horas no ar em 15 dias.
- A viagem gerou estimativas de emissões de CO₂e em torno de 516 toneladas, aproximadamente o equivalente ao que 78 pessoas emitiriam em um ano.
- A BBC acompanhou voos do Gulfstream G650ER, usado por Infantino, que envolveu deslocamentos entre várias cidades dos EUA e entre EUA, Canadá e México.
- Críticos apontam o impacto climático das viagens; a FIFA afirma que o presidente viaja com frequência a negócios e que, às vezes, utiliza voos comerciais ou fretados, dependendo da eficiência.
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, viajou repetidamente em jato particular durante a fase de grupos da Copa do Mundo, cobrindo pelo menos 50.122 km e passando mais de 66 horas no ar em 15 dias. O objetivo foi acompanhar 24 jogos realizados na América do Norte, em um torneio que ocorreu nos EUA, Canadá e México.
Relatório da BBC Verify e da BBC Sport aponta que o jato privatista esteve ligado às viagens de Infantino entre cidades sedes, quando fotografias do chefe da FIFA aparecem em estádios nas mesmas datas e locais. A aeronave utilizada é associada a voos executivos.
O que aconteceu e quem está envolvido
Infantino participou de partidas em diversas cidades, às vezes com dois ou três voos diários. A avaliação aponta que o trajeto incluiu deslocamentos entre Vancouver, Miami, Seattle, Los Angeles e outras cidades, com ligações entre o Canadá, os EUA e o México.
A FIFA não confirmou oficialmente o tipo de aeronave utilizada em cada voo, mas a imprensa identifica o Gulfstream G650ER como o modelo provável. A entidade afirmou que o presidente viaja com equipes para cumprir compromissos comerciais e visitas às associações membros.
Quando, onde e por quê
Entre 13 e 27 de junho, Infantino percorreu América do Norte para acompanhar jogos, com o torneio ampliando a fase de grupos e o número de partidas. Os registros apontam voos diários de várias milhas entre cidades diferentes, incluindo paradas de longa distância.
A justificativa oficial é a necessidade de acompanhar compromissos institucionais, visitas a associações membros e atividades ligadas aos torneios. A FIFA afirma que algumas viagens utilizam voos comerciais e outras fretados, conforme o que for mais eficiente.
Emissões e críticas
Estimativas apontam que o jato particular gerou emissões significativas de CO2e durante o período, aproximando-se do impacto de 78 pessoas em um ano, em pouco mais de duas semanas. O consumo típico do modelo sugerido supera 1.800 litros de combustível por hora.
Especialistas destacam o alto carbono associado a jatos privados em comparação a voos comerciais, com impactos desproporcionais no clima. Críticos lembram a necessidade de liderança ambiental mais robusta por parte da FIFA.
Contexto e respostas
A BBC solicitou esclarecimentos à FIFA sobre a alocação de voos e compensação de emissões, sem confirmação publicada até o momento. Além disso, o tema gerou debate sobre sustentabilidade e responsabilidade de grandes eventos esportivos na pegada climática. Fontes: BBC Verify, BBC Sport.
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