- Café Apuí Agroflorestal é o primeiro cultivo de café em sistema de agrofloresta no Amazonas, criado em 2012 com apoio da Idesam, em Apuí.
- A produtividade subiu de oito sacas por hectare para treze? Wait. It said 15 bags per hectare; keep as 15 sacas por hectare, com potencial para 25 sacas.
- Hoje, 30 famílias trabalham em 50 hectares, com melhoria de renda e condições de vida graças ao novo modelo.
- O projeto integra árvores nativas e culturas como cacau, açaí, castanha-do Pará e copaíba, além de ligação com a rede Cidades Florestais para extrair óleos vegetais.
- Financiado por WWF, WeForest e reNature, a meta é ampliar para até 200 famílias nos próximos três anos; café já é exportado para Europa.
Apuí, no Amazonas, mudou de rota após quase abandonar as plantações de café. Com o cultivo agroflorestal, os produtores passaram a gerar renda sem derrubar a floresta, reduzindo o avanço da pecuária na região. A iniciativa surgiu em 2012, com apoio do Id ea s am.
Café Apuí Agroflorestal floresceu como a primeira cafeeira do estado a adotar um sistema agroecológico. O modelo não apenas impede o surgimento de pastagens sobre áreas de café, como também dobrou a produtividade local, chegando a 15 sacas por hectare, com potencial de chegar a 25.
Hoje, 30 famílias cuidam de 50 hectares sob o sistema agroflorestal. A diretora do projeto, Marina Yasbek Reia, aponta que o potencial é muito maior. Ronaldo de Moraes, agricultor envolvido, diz que a venda a preços maiores melhorou a renda familiar e a qualidade de vida.
Abandono de plantações gera oportunidade
Localizada às margens da Rodovia Transamazônica, perto da fronteira com Rondônia, Apuí tornou-se município em 1987. A ocupação promovida por projetos de colonização levou a plantações tradicionais, com monocultura e uso intenso de agroquímicos, principalmente por décadas.
Ao longo de cerca de 20 anos, a produção de café foi forte, mas a degradação do solo levou ao abandono das lavouras a partir de 2012. Segundo Reia, a falta de insumos e de apoio técnico tornou o solo inadequado para a cafeicultura.
Ao chegar, os especialistas do Id ea s am identificaram áreas de floresta que se regeneraram entre lavouras abandonadas, fornecendo matéria orgânica e sombreamento aos cafeeiros. O sistema agroflorestal passou a combinar café com outras culturas e espécies nativas.
Como funciona o modelo agroflorestal
Inicialmente, cada produtor recebeu suporte para reabilitar uma hectare e 10 mil mudas de plantas amazônicas, entre árvores de uso madeireiro e espécies frutíferas. O objetivo é diversificar renda com madeira, frutos e sementes, além do café.
A rede de abastecimento envolve viveiro de mudas, uma unidade de torra local e uma startup criada para levar o produto ao mercado. O Café Apuí já é vendido em diversos estados e chegou a ser exportado para a Europa.
Benefícios e impactos
Os benefícios incluem proteção da biodiversidade, melhoria do solo, menorerosão e preservação da qualidade da água. O objetivo é consolidar a convivência entre produção e conservação, fortalecendo corredores de agrofloresta para conectar áreas remanescentes.
Além disso, a iniciativa atua como resposta ao avanço da pecuária na região, buscando manter famílias no campo e reduzir o desmatamento. Apuí é apontada entre os municípios da Amazônia com altos índices de fogo e desmatamento, segundo dados da agência espacial brasileira.
Perspectivas e expansão
O projeto recebe financiamento de WWF, WeForest e reNature, com meta de envolver até 200 famílias nos próximos três anos. O apoio técnico contínuo e subsídios em insumos e infraestrutura visam tornar o modelo autossustentável, com as vendas do café custeando os investimentos ao longo do tempo.
Apoiada por associações locais, a iniciativa busca ampliar a produção sem perder a função ambiental. A expectativa é manter o carbono fixo no ecossistema, ampliar a oferta de empregos e consolidar o coffee-along forest como referência na região.
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