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Vida e novas extremidades: impressoras 3D salvam animais feridos

Prostéticas com impressão 3D ajudam animais feridos a recuperar mobilidade, ampliando casos como Söckchen e Beauty

Beauty the eagle before and after the prosthetic beak. Image courtesy of Janie Veltkamp.
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  • Próteses para animais feridos estão se tornando mais acessíveis graças à impressão em 3D, possibilitando designs que se ajustam melhor aos animais.
  • Söckchen, uma ave-secretário na Alemanha, ganhou uma prótese de perna impressa em 3D após uma fratura, com melhora significativa na mobilidade e bem-estar.
  • Beauty, a águia, recebeu em 2008 o primeiro beiral protético impresso em 3D; o processo exigiu várias etapas, ajustes e anatomia cuidadosa, mas houve limitações de uso ao longo do tempo.
  • Outros casos incluem toucans com bicos protéticos na Brazil e na Costa Rica (Grecia e Zeca) e um pelicano branco na China que ganhou uma prótese de beak.
  • A prática continua experimental, com limitações de tamanho, materiais e durabilidade; nem todos animais, como elefantes jovens, são ainda candidatos viáveis.

Dois casos de próteses 3D para animais resgatados ganham destaque: aves, mamíferos e até ferramentas veterinárias estão sendo viabilizados pela impressão 3D. A inovação reduz custos e tempo, abrindo caminho para dispositivos sob medida. Ainda há limitações de tamanho, material e durabilidade.

Na Alemanha, no Weltvogelpark Walsrode, Söckchen, uma secretary bird, quebrou a perna dentro da jaula. A equipe de cuidadoras criou uma prótese de perna com impressora 3D para que a ave volte a andar e se alimentar de forma mais próxima do normal.

A história de Söckchen começou com a medição precisa da pata e a construção progressiva de versões mais leves. O ajuste exigiu três pessoas e várias iterações, até encontrar uma opção estável, que devolveu disposição à ave para buscar alimento e interagir com a equipe.

Paralelamente, a série de casos mostra avanços em outras espécies. Beauty, a águia: em 2008 recebeu o primeiro bico 3D impresso, após ser resgatada no Alasca com parte do bico danificada. O protótipo exigiu meses de elaboração entre radiografias, moldes e testes, sem anestesia, por motivos anatômicos.

O processo de Beauty envolveu impressão precisa, fixação com técnicas dentárias e ajustes repetidos. O resultado inicial mostrou boa aceitação do pássaro, mas o protótipo não permaneceu estável por causa do crescimento do bico, que deslocou a peça.

Outros casos incluem Grecia, um tucano-da-costa, que recebeu um bico 3D na Costa Rica, após danos graves. Em 2015, projetos similares surgiram no Brasil, com Toucan Grecia, Zeca e outros, que passaram por medições, moldes e encaixes para replicar o bico original sem colas químicas.

Em Taiwan, na China, um pelicano branco venceu a perda de bico com uma prótese impressa em 3D e fixada por meio de parafusos. Já em jardins zoológicos da Nova Zelândia, um pinguim-azul ganhou prótese para o pé, após amputação causada por linha de pesca, com ajustes de material para ganho de aderência.

Apesar dos avanços, especialistas ressaltam que a prática continua experimental. O dimensionamento, o peso e o material impedem que a solução seja constante para todas as espécies, especialmente para grandes mamíferos como elefantes jovens, que exigem protótipos mais robustos e duráveis.

A tecnologia extrapola próteses: ferramentas de manejo de fauna e máscaras anestésicas 3D já são utilizadas em algumas instituições. O atendimento, porém, permanece dependente da disponibilidade de recursos, tempo e da expertise dos cuidadores, engenheiros e veterinários envolvidos.

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