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Reduzir atividades humanas arriscadas já para evitar novas pandemias, dizem cientistas

Riscos de zoonoses aumentam com atividades humanas; especialistas defendem abordagem One Health para evitar novas pandemias

This graphic illustration, created at the U.S. Centers for Disease Control and Prevention (CDC), reveals ultrastructural morphology exhibited by coronaviruses. Note the spikes that adorn the outer surface of the virus, which continue evolving to bypass disease defenses of human hosts. Image courtesy of CDC.
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  • A variante Delta, altamente contagiosa, está elevando os casos de COVID-19 globalmente e já é descrita como mais transmissível que a catapora.
  • A transmissão de doenças entre vida selvagem, animais de criação e humanos cresce, aumentando o temor de novas pandemias e impactos econômicos.
  • Atividades humanas, como invasão de habitats de vida silvestre e comércio de animais, aproximam espécies e ampliam o risco de spillover de vírus.
  • Especialistas defendem a abordagem “One Health” (saúde humana, animal e ambiental conectadas) para prevenir futuras pandemias.
  • Medidas preventivas e gestão de risco, com cooperação global e políticas públicas, são consideradas essenciais para reduzir custos humanos, econômicos e de biodiversidade.

O Delta, variante altamente contagiosa do coronavírus, está elevando o número de casos de COVID-19 globalmente, com transmissão rápida. O alerta vem de especialistas e de documentos internos de agências de saúde, que indicam mudança na dinâmica da pandemia.

Dados mostram o aumento de infecções em várias regiões, com mais de 600 mil casos diários em alguns momentos. Mortes globais já passam de milhões, e especialistas destacam que números reais podem ser ainda maiores.

A crise não se resume a uma única origem: a transmissão entre animais, seres humanos e ambientes altera o cenário das pandemias. A zoonose envolve doenças como Ebola, dengue e HIV, entre outras, com custos humanos e econômicos altos.

A principal evidência é que atividades humanas desmatam, confinam animais e intensificam o comércio de vida silvestre, abrindo caminho para o contato com patógenos sem imunidade. Viagens internacionais ajudam a disseminação rápida.

Adoção do conceito One Health é defendida como necessidade urgente. A ideia integra saúde humana, animal e ambiental, buscando reduzir riscos desde a decisão de políticas até a gestão de ecossistemas. Um marco para prevenção.

Emergir a zoonose: como ocorre a transmissão

Estudos apontam que vírus precisa de hospedeiro para se replicar e evolui para escapar do sistema imune. Hoje, parte relevante das novas doenças humanas é zoonótica, com origem em animais, especialmente em áreas tropicais.

Entre os fatores de risco estão mercados de vida silvestre, criação de animais próximos a florestas e alterações no uso do solo. A lista de doenças que passaram a infectar humanos se expande com o tempo.

Além disso, o comércio global de animais silvestres, legal ou ilegal, amplifica o risco. Animais são mantidos juntos em condições precárias, facilitando a troca de patógenos entre espécies e com pessoas.

Caminhos para prevenir: custos e estratégias

Especialistas defendem investimentos em vigilância, sistemas de saúde fortalecidos e desenvolvimento de vacinas. Segundo estimativas, investir em identificação de grande parte dos vírus poderia reduzir drasticamente o impacto de futuras pandemias.

A ideia é mapear vírus em bancos de dados e tornar esses dados acessíveis a fabricantes de vacinas. A combinação de ciência, políticas públicas e cooperação internacional seria determinante para evitar crises maiores.

O diálogo entre saúde pública, meio ambiente e economia é visto como essencial. Entre os benefícios estão a proteção de biodiversidade, a redução de riscos e o fortalecimento de respostas rápidas a surtos.

O papel da sociedade e do reconhecimento de responsabilidade

Especialistas enfatizam que responsabilizar grupos ou países não resolve o problema. A cooperação global é indispensável para reduzir a transmissão entre espécies e evitar novas crises.

A preservação de ecossistemas e a gestão responsável de recursos naturais aparecem como componentes centrais. A adoção de práticas mais sustentáveis pode reduzir o contato humano com hospedeiros e reduzir riscos de spillover.

A mensagem é clara: prevenir pandemias passa por reduzir o desmatamento, inibir mercados de animais silvestres e promover saúde integrada. A gestão do risco precisa estar embutida em políticas públicas e no planejamento econômico.

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