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Desafios do jornalismo científico no Brasil

Após o salto de visibilidade durante a pandemia, o jornalismo científico encara incerteza sobre o espaço que manterá na mídia após a covid

Arte Moisés Dorado sobre imagens Ufabc, Observatório da Imprensa e twitter
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  • 17 jornalistas, cientistas e assessores foram ouvidos sobre a cobertura de Ciência na mídia durante a pandemia e as perspectivas para o futuro.
  • A covid elevou a visibilidade da ciência na imprensa, abrangendo veículos impressos, TV, rádio e redes, com enfrentamento ao negacionismo.
  • Mesmo com a melhoria, há preocupação sobre se esse patamar se manterá após o fim da crise ou se voltará aos níveis pré-pandemia.
  • Alguns especialistas lembram que já havia expansão da cobertura científica antes da pandemia e destacam aumento de credibilidade da ciência na mídia.
  • O conteúdo faz parte de uma reportagem do Jornalistas&Cia e será publicado pelo Jornal da USP, com continuidade nas próximas edições.

A cobertura de ciência no Brasil ganhou visibilidade expressiva durante a pandemia de covid-19, quando notícias, análises e dados sobre vírus, vacinas e tratamentos passaram a ocupar espaço relevante na imprensa. O retorno à normalidade não é necessariamente visto como retorno ao patamar anterior, segundo especialistas ouvidos pela editoria.

Profissionais de várias áreas destacam que o período de 2020 a 2022 foi excepcional para o jornalismo científico. A cobertura atingiu leitores, telespectadores e ouvintes em formatos de imprensa impressa, TV, rádio e plataformas digitais, ampliando a relação entre ciência e sociedade.

Segundo a pesquisa, há consenso de que a imprensa abriu espaço para divulgar ciência com maior profundidade, embora haja dúvidas sobre a permanência desse patamar após a pandemia. Avaliações indicam que a divulgação científica e o jornalismo técnico caminham juntos, mas com necessidades distintas.

O que mudou na prática

A pandemia acelerou o uso de linguagem técnica acessível e a verificação de informações. Especialistas destacam que a presença de cientistas na mídia ganhou credibilidade, especialmente diante de controvérsias entre poder público, mídia e sociedade.

A equipe de jornalistas e ciência monitorou o aumento de conteúdos sobre vacinas, pesquisas e estratégias de enfrentamento. A comparação com períodos anteriores aponta uma melhoria na qualidade de apuração, nos desmentidos de notícias falsas e na contextualização de dados.

Desafios para manter o patamar

Analistas ressaltam que a continuidade do interesse público dependerá de disponibilidade de fontes técnicas, financiamento da imprensa e capilaridade de temas científicos. O debate envolve também a relação entre veículos impressos, televisão, rádio e plataformas digitais.

Alguns especialistas indicam que a expansão já ocorrida não deve retroceder, desde que haja investimentos em formação de profissionais, parcerias com universidades e transparência na divulgação de métodos e fontes. O futuro da cobertura depende de decisões editoriais estáveis.

Perspectivas para o futuro

Há expectativa de a cobertura científica permanecer relevante, mesmo com a redução da tensão pandêmica. A presença de pesquisadores e instituições na agenda pública pode manter o tema em destaque, desde que o público encontre informações confiáveis e atualizadas.

O período analisado revela que o jornalismo científico teve papel fundamental na orientação da população sobre medidas de saúde, vacinação e pesquisas. A continuidade desse papel depende de esforços para manter a qualidade e a responsabilidade informativa.

Considerações finais

A revisão do panorama aponta para uma tendência de estabilização do espaço dedicado à ciência na mídia brasileira. A continuidade desse patamar dependerá de ações conjuntas entre veículos, escolas, universidades e entidades científicas para consolidar a relação entre ciência e democracia.

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