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Gravidez de 14 semanas: o que esperar nesta fase

Aos quatorze semanas, o feto tem 8,5 cm e 45 g; a cabeça fica mais separada do tronco, os olhos movem-se lentamente e o coração pode ser ouvido com doppler

1. Cabeça do bebê passa a ficar mais separada do restante do corpo, evidenciando ainda mais o pescoço; 2. Os olhos fazem movimentos lentos; 3. É possível ouvir o coração do bebê usando um monitor fetal, que funciona por doppler — Foto: Getty Images
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  • Aos catorze semanas de gestação, o bebê pesa cerca de quarenta e cinco gramas e mede oito centímetros e meio; os movimentos ocorrem dentro da barriga, ainda não perceptíveis externamente, e o crescimento do útero pode causar desconforto abdominal e pélvico.
  • A cabeça passa a ficar mais separada do restante do corpo, evidenciando o pescoço; os olhos movem-se lentamente e, nas próximas semanas, aproximam-se para a posição final; o coração já pode ser ouvido com monitor fetal.
  • A placenta fica fixada mais na parede do útero; o crescimento do útero estica os ligamentos redondos, causando pontadas e dor passageira; recomenda-se evitar movimentos bruscos e considerar alongamentos.
  • No segundo trimestre, o apetite tende a aumentar e o paladar pode mudar; manter uma alimentação variada, com legumes da estação, ajuda a garantir proteína, ferro e cálcio para mãe e bebê.
  • Em gestações gemelares, existem diferentes configurações de placenta (dicoriônicas/diamnióticas ou monocoriônicas); a amniocentese é indicada quando há indício de anormalidade e pode confirmar o cariótipo, geralmente após quinze semanas.

Aos 14 semanas de gestação, o bebê pesa cerca de 45 gramas e mede aproximadamente 8,5 centímetros. Embora ainda não seja perceptível externamente, a movimentação é visível dentro do útero. O crescimento uterino pode provocar desconforto abdominal e pélvico à mãe.

A cabeça já começa a ficar mais separada do corpo, evidenciando o pescoço. Os olhos realizam movimentos lentos e, em breve, vão se posicionar mais à frente do rosto. Os rins filtram a urina e o baço passa a produzir células sanguíneas.

Tamanho do bebê e desenvolvimento

O bebê continua com o corpo pequeno, mas já com traços mais proporcionais. O monitor fetal por doppler pode permitir ouvir o coração do bebê em casa, embora isso exija orientação médica para evitar ansiedade.

Corpo da mãe neste estágio

O útero em crescimento aumenta o desconforto na região abdominal e pélvica. Ligamentos redondos se alongam, gerando pontadas que não prejudicam o bebê. Movimentos suaves e alongamentos podem ajudar, com orientação médica.

Hidratação e circulação

Manter a hidratação, atividade física moderada e calçados confortáveis favorece a circulação. Em caso de dor forte, é essencial procurar atendimento médico para avaliação.

Alimentação no segundo trimestre

O apetite costuma aumentar, favorecendo a introdução de variedade na alimentação. Legumes e verduras saem de trilhas mais restritas e passam a compor pratos coloridos, com foco em proteína, ferro e cálcio.

Suplementação e nutrição

A prescrição de ferro, cálcio e outros nutrientes deve ser individualizada, considerando necessidades e estilo de vida. Em gestações gemelares, o acompanhamento nutricional é ainda mais relevante.

Gestações gemelares: tipos e cuidados

Gêmeos podem apresentar diferentes configurações placentárias. Dicoriônicos/diamnióticos possuem placenta e bolsa separadas para cada bebê. Monocoriônicos compartilham placenta, com variações de bolsas amnióticas.

Acompanhamento médico

Gravidez de múltiplos com placenta compartilhada requer vigilância mais próximas para prevenir desigualdade de nutrientes. O parto costuma ocorrer entre 34 e 36 semanas em tais casos.

Amniocentese: quando indicada

Caso haja indícios de anomalias, exames como NIPT ou ultrassom podem indicar a amniocentese. O procedimento retira líquido amniótico para análise de cariótipo fetal, auxiliando no diagnóstico de síndromes genéticas. A decisão ocorre sob orientação médica.

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