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Conservacionistas libertam guepardo no Irã; futuro do felino é sombrio

Embora libertos, conservacionistas iranianos não asseguram melhoria da cheetah asiática, cuja população pode ficar abaixo de trinta indivíduos

Population estimates for the critically endangered Asiatic cheetah (Acinonyx jubatus venaticus) vary, but experts say fewer than 30 may remain. Image by Ehsan Kamali via Wikimedia Commons (CC BY 4.0).
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  • Quatro conservacionistas ligados à Persian Wildlife Heritage Foundation foram libertados de prisão em Teerã nos dias 8 e 9 de abril, após cumprir seis anos e três meses; Morad Tahbaz foi liberado no ano anterior, em troca de prisioneiros e sanções.
  • A população de guepardo asiático (Acinonyx jubatus venaticus) no Irã é estimada em menos de trinta indivíduos, tornando a subespécie uma das mais ameaçadas do mundo.
  • A conservação enfrenta entraves políticos, sanções internacionais e restrições administrativas, o que atrapalha cooperação e financiamento externo, além de dificultar a aquisição de equipamentos.
  • A captura de imagens por câmeras (camera traps) é crucial para monitorar a espécie, mas ficou envolta em controvérsia após acusações de espionagem contra conservacionistas, gerando debates sobre uso e regulamentação.
  • Especialistas defendem cooperação internacional e consideram necessário ampliar a intervenção, incluindo possíveis importações de geneticamente diversificadas guepardos africanos para aumentar a diversidade genética e a população.

Inova notícia: quatro conservacionistas ligados ao Persian Wildlife Heritage Foundation (PWHF) foram libertados de prisão em Teerã após cumprir mais de seis anos de detenção. Eles haviam sido presos em 2018 sob acusações de espionagem para estados adversários ao Irã e condenados em 2019.

Entre os libertados estão Houman Jowkar, Sepideh Kashani, Taher Ghadirian e Niloufar Bayani, que deixaram a Penitenciária de Evin no final de março e início de abril. A libertação ocorreu após concessão de indulto com a conclusão de sentenças, segundo a aclamada organização.

A liberação favorece ainda Morad Tahbaz, cofundador do PWHF, que já havia sido libertado no ano anterior por meio de troca de prisioneiros e waivers de sanções, em acordo ligado ao desbloqueio de fundos iranianos.

A investigação e as acusações contra o grupo — que também incluía outros membros e o falecimento de Kavous Seyed-Emami na prisão — geraram controvérsia internacional sobre judicialização, devido a relatos de tortura e confissão forçada. As circunstâncias da morte não foram escrutinadas de forma independente.

O PWHF, criado em 2008, atuava pela conservação do guepardo asiático (Acinonyx jubatus venaticus) e por espécies nativas do Irã, com trabalho coordenado ao Departamento de Meio Ambiente do país. A organização afirmava ter recebido assessoria técnica de grupos de conservação, além de fornecer armadilhas fotográficas para monitoramento.

No cenário internacional, a defesa da cooperação em conservação ganhou apoio de especialistas, enfatizando que parcerias globais ajudam na proteção de espécies transfronteiriças. A entidade Iran Cheetah Society aponta que sanções dificultam aquisição de equipamentos e o funcionamento de contas internacionais, impactando a proteção dos felinos.

No âmbito da população do guepardo asiático, estimativas variam, mas especialistas indicam menos de 30 indivíduos remanescentes, concentrados no Irã. Mudanças no território e na conectividade entre áreas protegidas são fatores centrais para a sobrevivência da espécie, segundo pesquisadores da área.

Para o futuro, especialistas destacam a necessidade de cooperação internacional contínua e de estratégias que equilibrem proteção de animais com participação local. A comunidade científica ressalta que ações coordenadas são cruciais para evitar o colapso de uma das espécies mais raras do planeta.

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