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Especialistas respondem se carne vermelha todo dia faz mal e como preparar

Especialistas recomendam moderação no consumo de carne vermelha por risco cardiovascular e diabetes, apesar de fornecer ferro e vitaminas; pautas sugerem até 100 g por semana conforme a Dieta da Saúde Planetária

Especialistas sugerem redução no consumo de carne vermelha
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  • Especialistas sugerem reduzir o consumo de carne vermelha; a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC) recomenda não ultrapassar 500 gramas de carne cozida por semana, enquanto dietas como a saúde planetária indicam cerca de 100 g por semana.
  • A principal razão é a gordura saturada presente na maioria dos cortes, que pode aumentar o risco de doenças cardiovasculares; o consumo excessivo também está ligado a alterações no colesterol e, em alguns casos, à produção de substâncias como o TMAO.
  • Carnes processadas (salsichas, hambúrgueres industrializados, linguiças) costumam ser associadas a maior risco de câncer; o nitrito de sódio presente nelas é alvo de cautela, devendo ser evitado no dia a dia.
  • Mesmo com restrições, a carne vermelha não precisa ser eliminada, pois é fonte de ferro de rápida absorção, vitaminas do complexo B e proteínas essenciais.
  • Dicas de consumo: prefira cortes magros, como patinho ou filé, cuide da preparação para evitar torra, utilize marinadas e varie com peixes e aves; retire a pele e aumente a presença de grãos e vegetais no prato.

O consumo diário de carne vermelha é questionado por pesquisadores e entidades de saúde. Especialistas apontam que a gordura saturada presente na maioria dos cortes é prejudicial em quantidades excessivas, enquanto a carne também fornece nutrientes importantes.

A recomendação de reduzir o consumo vem de órgãos como a IARC, que sugere não ultrapassar 500 gramas de carne cozida por semana. Dietas populares como DASH e Mediterrânea também promovem moderação sem cotas rígidas.

A Dieta da Saúde Planetária, criada a partir do documento EAT Lancet, recomenda cerca de 100 g de carne por semana, destacando impacto ambiental e saúde. Nutricionistas ressaltam que a produção animal envolve desmatamento e emissão de gases de efeito estufa.

Por que reduzir?

A gordura saturada pode elevar o colesterol circulante, aumentando o risco de doenças cardiovasculares. Pesquisas associam o consumo excessivo a alterações metabólicas e maior probabilidade de desenvolver diabetes.

A TMAO, substância ligada à fermentação intestinal, pode favorecer acúmulo de gordura nas artérias e formação de placas. Em paralelo, carnes processadas apresentam maior relação com câncer, especialmente o de intestino.

A ingestão prolongada de carnes processadas, como hamburgueres industrializados, salsichas e linguiças, deve ocorrer de forma esporádica. O nitrito de sódio usado nesses itens é tema de estudos sobre distúrbios celulares.

Carnes como fonte de nutrientes

Mesmo com as recomendações, a carne vermelha não é eliminada do cardápio. Ela traz ferro com boa absorção, diferente de fontes vegetais que requerem vitamina C para facilitar a absorção.

Além disso, o alimento fornece fósforo, magnésio, potássio, zinco, vitaminas do complexo B e proteínas, essenciais para tecidos, anticorpos e recuperação muscular.

Dicas de consumo

Opções magras como patinho, filé mignon e lombo de porco ajudam no dia a dia. Cortes mais gordos ficam para ocasiões especiais, como churrascos.

Para preparar, marinadas com vinagre e ervas podem reduzir substâncias nocivas geradas pela cocção. Evite assar demais para não concentrar aminas heterocíclicas.

Diversificar o cardápio com peixes e aves é recomendável, pois costumam ter menor teor de gordura saturada. Remover a pele reduz a gordura durante o cozimento.

Uma alimentação variada, com maior participação de grãos e hortaliças, ajuda a equilibrar o prato. Especialistas destacam que a carne vermelha não deve predominar nas refeições.

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