- Cerca de 140 milhões de brasileiros sofrem com dor de cabeça, segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia.
- O uso excessivo de remédios para dor pode desencadear a cefaleia por uso excessivo de medicamentos (MOH).
- Enxaqueca é diferente da dor comum e pode durar de quatro a 72 horas, com náuseas, vômitos e sensibilidade à luz e ao som.
- Tomar analgésicos com frequência pode piorar a dor; triptanos, presentes em alguns remédios, elevam rapidamente o risco de MOH.
- O tratamento costuma incluir medicamentos específicos para crises ou MOH e prevenção pode envolver outros remédios ou Botox em aplicação localizada.
Cerca de 140 milhões de brasileiros sofrem com dor de cabeça, segundo a Sociedade Brasileira de Cefaleia. O uso excessivo de remédios para tratar a dor pode desencadear uma condição chamada cefaleia por uso excessivo de medicamentos (MOH). O conceito técnico é que a dor volta com maior frequência quando há uso frequente de analgésicos.
O neurologista Mario Peres, do Hospital Israelita Albert Einstein, explica que cefaleia é o termo médico para dor de cabeça. Na prática, os termos costumam referir-se à mesma condição, embora alguns usuários os usem para diferenciar casos mais graves. A MOH surge justamente quando a medicação é tomada de forma repetida e em altas doses.
A enxaqueca se diferencia por sofrimento mais intenso e recorrente. Crises costumam durar de 4 a 72 horas e podem vir acompanhadas de náuseas, vômitos e sensibilização à luz e ao som, segundo o bioquímico Reinaldo Cordeiro de Oliveira, professor de Farmácia na Anhanguera. O tratamento costuma ser analgésico, mas o uso frequente eleva o risco da MOH.
O que caracteriza MOH são dores pela manhã, além de náuseas, sono prejudicado e ansiedade. Em geral, qualquer dor intensa e frequente deve ser avaliada com apoio médico. O objetivo é encontrar a causa e não apenas apagar o incômodo com remédios, alertam especialistas.
Tratamento e prevenção
Medicações específicas para enxaqueca e MOH existem, incluindo opções de injeções. A prevenção envolve abordagens que reduzem a dor sem recorrer ao uso contínuo de analgésicos. Algumas estratégias atuam nos neurotransmissores, outras envolvem ajustes na pressão arterial ou aplicações de toxina botulínica, com indicação médica.
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