- Novo estudo estima cerca de 96% de probabilidade de extinção do cornicho-de-bico-fino (Numenius tenuirostris), com possível desaparecimento na metade dos anos noventa.
- A última foto registrada da espécie foi em 1995, em Merga Zerga, Marrocos; desde então tem havido muito pouca detecção.
- A IUCN lista o pássaro como criticamente em perigo, e o estudo recomenda atualizar o status para extinto.
- Ainda existe uma pequena chance de avistamento comunicável, mas seria crucial obter evidência fotográfica para confirmar.
- O estudo reforça a necessidade de ações de conservação diante de outras aves de zonas úmidas migratórias que também enfrentam maior risco de extinção.
O pequeno-curlew de bico fino, Numenius tenuirostris, tem sido objeto de preocupação desde a última foto registrada, em 1995, em Merga Zerga, na costa atlântica do Marrocos. Um estudo recente indica que a espécie está extinta com alta probabilidade, e sugere atualizar o status da IUCN nesse sentido. A pesquisa usa o arcabouço da IUCN para avaliar dados disponíveis.
Os autores revisaram avistamentos e registros mantidos pela RSPB, além de estimar impactos de ameaças e revisar levantamentos passados. Concluíram que há cerca de 96% de probabilidade de extinção, ocorrida possivelmente na metade dos anos 1990.
Conservacionistas não envolvidos no estudo reconhecem a metodologia e aceitam o resultado como provável. Mesmo assim, ressaltam que uma avistagem isolada poderia ocorrer, desde que comprovada fotograficamente e comunicada às equipes científicas.
Situação atual e recomendações
O estudo recomenda atualizar o status da IUCN para extinto. Contudo, mantém a esperança de que, em raro cenário, alguém possa avistar um exemplar.
Caso haja evidência, a recomendação é fotografar e comunicar rapidamente às equipes de pesquisa para possível reinicialização de esforços de conservação. A atualização também envolve o monitoramento de outras espécies de ostrais migratórias.
A IUCN já havia classificado o pequeno-curlew como criticamente em perigo, com base em dados de 2018, antes da nova avaliação que aponta extinção provável. A divulgação reforça a necessidade de vigilância contínua sobre aves migratórias de áreas úmidas.
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