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Proteger 2,6% dos oceanos pode reduzir colisões fatais entre baleias e navios

Proteção de apenas 2,6% dos oceanos em hotspots de colisões pode reduzir mortes de baleias, aponta estudo que mapeou rotas de navios e avistamentos

Ship strikes are a leading threat to large whales, with global shipping routes overlapping 92% of their habitats, a new study finds. But protecting whales in the most dangerous collision hotspots would require action over just 2.6% of the ocean’s surface, researchers conclude, potentially saving thousands of whales with minimal disruption to global trade.
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  • Estudo aponta que colisões entre navios e baleias são uma ameaça, com rotas de navegação cobrindo 92% dos habitats das grandes baleias.
  • Proteger as baleias nos pontos mais perigosos exigiria ação em apenas 2,6% da superfície oceânica, potencialmente salvando milhares de animais.
  • Pesquisadores cruzaram 430 mil avistamentos de baleias com 176 mil trajetos de cargueiros para identificar áreas de alto risco.
  • Principais hotspots: baleia-azul around Açores, costa oeste dos Estados Unidos e ponta sul da Índia; baleias-jubarte na costa sul da África e entre China e Taiwan.
  • Medidas como reduzir velocidade para menos de 10 nós e fechar áreas de alto risco são raras hoje; apenas pequenas frações dos hotspots recebem proteção.

Tratar a proteção de baleias pode evitar colisões fatais com navios em áreas de alto risco, segundo um estudo recente. A pesquisa mapeou a sobreposição entre rotas de navios e a ocorrência de quatro espécie entre as maiores vulneráveis: baleia-azul, baleia-fin, baleia-jubarte e cachalote.

Para chegar aos resultados, os pesquisadores cruzaram 430 mil registros de avistamentos de baleias com 176 mil trajetórias de cargueiros, identificando zonas com maior probabilidade de colisão. O objetivo foi apontar áreas onde medidas de proteção teriam maior impacto.

Os resultados indicam que o risco concentra-se em hotspots específicos. Baleias-azuis têm maior incidência próximo aos Açores, na costa oeste dos EUA e próximo ao extremo sul da Índia. Já as jubarte estão em maior risco entre a África do Sul e a costa entre China e Taiwan.

O estudo aponta que medidas obrigatórias para reduzir colisões são pouco comuns hoje. Limites de velocidade sob 10 nós e o fechamento de áreas de alto risco aparecem apenas de forma parcial, cobrindo menos de meio por cento dos hotspots da baleia-azul e menos de um terço dos hotspots da jubarte.

Segundo Briana Abrahms, autora sênior e professora da University of Washington, a falta de proteções é notória. A pesquisadora ressaltou que o estudo representa um passo importante para direcionar ações globais mais eficazes.

Entre as propostas, os autores sugerem medidas complementares como desvio de tráfego, sistemas de alerta para autoridades e tripulantes quando baleias estiverem próximas, além de reduzir a poluição sonora e química causada pelo tráfego marítimo.

Mais de 95% dos hotspots ficam nas zonas costeiras, onde baleias também costumam se reproduzir ou se alimentar de krill. Os autores destacam que esses trechos permitem ações independentes por parte dos países, com menor impacto no comércio.

Heather Welch, coautora ligada ao National Oceanic and Atmospheric Administration, aponta que o equilíbrio entre interesses comerciais e conservação pode ser alcançado. Ela afirma haver grande benefício para baleias com custo relativamente baixo para a indústria naval.

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