Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Lêmures que cantam ajudam a entender a origem da música

Descoberta mostra que indri-indri de Madagascar emitem ritmos semelhantes aos humanos, sugerindo origem evolutiva da música e destacando a conservação da espécie

MADAGASCAR – It turns out that the Indri Indri lemurs of Madagascar can carry a tune. Researchers have found that these furry, tree-dwelling creatures use music to communicate with one another, likely for generations. Through collecting songs and calls produced by 20 indri groups in Madagascar’s rainforests over the span of 15 years, the scientists have found that indri songs exhibit rhythmic patterns that are common in human music. One particular rhythm even echoes the stomp-clap beginning of Queen’s We Will Rock You.
0:00
Carregando...
0:00
  • Pesquisadores estudaram 20 grupos de indri indri em Madagáscar por quinze anos e encontraram ritmo nas cantorias.
  • As canções dos indris apresentam componentes musicais semelhantes aos da música humana, incluindo ritmo.
  • Foram identificados dois padrões rítmicos: 1:1 (pulso constante) e 1:2 (o segundo intervalo é o dobro do primeiro).
  • Um dos ritmos lembrava o começo de We Will Rock You, da banda Queen, mesmo em gravações diferentes de tempo.
  • Os cientistas veem isso como uma pista para a origem evolutiva da música, ressaltando que os indris são perigosamente ameaçados pela perda de habitat.

Os indri-indri de Madagáscar podem cantar de forma ritmicamente organizada, segundo estudo recente. Pesquisadores analisaram canções e chamadas de 20 grupos de indri ao longo de 15 anos, em florestas tropicais do país, para entender a função musical dessas aves primatas.

O que aconteceu: pela primeira vez, as gravações mostraram que os cantos dos indri apresentam padrões rítmicos semelhantes aos encontrados na música humana. A descoberta sugere que elementos básicos da música humana talvez estejam enraizados na comunicação dos primatas.

Quem está envolvido: o estudo teve a participação de equipes da Universidade de Warwick, da Universidade de Torino e do Max Planck Institute, com pesquisadores liderados por Chiara De Gregorio. Os resultados aparecem como um avanço na hipótese de origem evolutiva da música.

Quando e onde: as observações foram coletadas ao longo de 15 anos nas florestas úmidas de Madagáscar, onde os indri-indri vivem. A pesquisa registra duas categorias rítmicas recorrentes nas canções dos animais.

Por quê: os cientistas defendem que a presença de ritmo facilita a diferenciação das vocalizações na cacofonia da floresta, o que pode ter impulsionado o desenvolvimento da comunicação musical entre nossos parentes vivos mais próximos.

Parágrafos seguintes: entre os tipos de canções identificados estão as de anúncio, usadas ao amanhecer; de coesão, para encontrar membros do grupo; e territoriais, quando grupos vizinhos se confrontam vocalmente. A continuidade da pesquisa busca entender se esses padrões musculam o surgimento de habilidades rítmicas humanas.

Outra linha da pesquisa aponta que as canções dos indri exibem dois formatos rítmicos-chave: 1:1, com intervalos constantes, semelhante a um metrônomo, e 1:2, em que o segundo intervalo é o dobro do primeiro. Em alguns trechos, o ritmo se aproxima do início de músicas populares, como a batida de um hino conhecido.

A pesquisa não afirma que os indri sejam antepassados diretos da música humana, mas indica uma via evolutiva a ser explorada. Os autores destacam que esse caminho ajuda a compreender como o ritmo pode ter surgido na comunicação pré-linguística.

Conservação: o estudo ressalta que menos de 10 mil indri permanecem na natureza, ameaçados pela perda de hábitat e pela poluição. Os pesquisadores enfatizam a necessidade de proteger a espécie para entender melhor a evolução da música e manter a biodiversidade.

Fontes: estudo conjunto de universidades europeias e do Max Planck, com apoio de equipes de campo em Madagáscar. O material reforça o interesse científico em explorar ligações entre música e linguagem sem revelar conclusões definitivas.

Fonte: Mongabay.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais