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Consumo excessivo de ultraprocessados eleva até 58% o risco de depressão

Estudo com mais de 14 mil brasileiros mostra que consumo alto de ultraprocessados aumenta o risco de depressão persistente em até 58% ao longo de oito anos

Ilustração de um homem deprimido. Ele está sentado, apoiado contra a parede, com plano de fundo rosa claro.
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  • Estudo com mais de 14 mil brasileiros acompanhou participantes por oito anos, mostrando que consumo alto de ultraprocessados eleva o risco de depressão persistente em até 58%.
  • Em contraste, a ingestão de alimentos minimamente processados ficou associada à ausência de depressão no período estudado.
  • A pesquisa foi conduzida por Naomi Ferreira, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, buscando dados da realidade de países de baixa e média renda.
  • Os servidores públicos participantes eram de Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória, para reduzir fatores de risco externos.
  • O estudo contou com apoio do Gerolab e contou com a colaboração do Instituto de Psiquiatria e da Faculdade de Saúde Pública da USP, reforçando a relação entre hábitos alimentares e saúde mental.

O consumo elevado de ultraprocessados está associado a um aumento de até 58% no risco de depressão persistente, segundo uma pesquisa com brasileiros. O estudo acompanhou mais de 14 mil participantes ao longo de oito anos, avaliando a incidência e a persistência da doença.

A pesquisa revelou que quem consome mais ultraprocessados apresenta maior probabilidade de depressão ao longo do tempo. Em contraste, indivíduos que adotaram dietas com menos ultraprocessados não desenvolveram depressão no período analisado. A persistência da condição ao longo dos anos foi um dos principais diferenciais.

O estudo foi liderado por Naomi Ferreira, da Faculdade de Medicina da USP, com apoio do Gerolab, laboratório que investiga envelhecimento e doenças crônico-degenerativas. Profissionais do IPq e da FSP da USP também participaram da pesquisa.

Detalhes da pesquisa

Os participantes eram servidores públicos de cidades brasileiras, entre elas Belo Horizonte, Porto Alegre, Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Vitória. A faixa etária selecionada visou reduzir influências de fatores externos ligados a idade.

Segundo Naomi Ferreira, há pouco dado sobre hábitos alimentares e depressão em países de renda média e baixa. O estudo brasileiro busca justamente preencher essa lacuna, apontando impactos relevantes do consumo de UPF na saúde mental.

Claudia Suemoto, professora associada da FMUSP e diretora do Biobanco do Gerolab, supervisionou o trabalho. O artigo envolveu ainda especialistas do IPq e da FSP, reforçando a rede de colaboração da USP.

A OMS aponta que a depressão afeta quase 6% da população brasileira, cerca de 12 milhões de pessoas. O estudo reforça a importância de combinar tratamento clínico com hábitos de vida saudáveis, especialmente alimentação, atividade física e sono.

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