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Mudanças no corpo de astronautas após longos períodos no espaço

Após quase nove meses no espaço, a Nasa monitora a readaptação dos astronautas à gravidade, com alterações que vão de DNA a altura e visão

Os astronautas do teste de voo da tripulação da Starliner, da Boeing, Suni Williams e Butch Wilmore (no centro), posam com os engenheiros de voo da Expedição 71 da ISS, Mike Barratt e Tracy C. Dyson, ambos astronautas da Nasa, em seus trajes espaciais a bordo da câmara de descompressão da Estação Espacial Internacional
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  • Astronautas Barry “Butch” Wilmore e Suni Williams retornam à Terra após quase nove meses no espaço, iniciando a readaptação à gravidade.
  • No ambiente de ausência de gravidade, o corpo pode se alongar, elevar a altura espacial e redistribuir fluidos, causando inchaço facial e “pernas de galinha”.
  • A perda de densidade óssea e a atrofia muscular são esperadas; exercícios diários e dieta visam mitigar esses efeitos.
  • Mudanças no DNA e impactos na visão são monitorados, com a Síndrome Neuro-Ocular Associada ao Voo Espacial podendo deixar a visão turva temporariamente.
  • Ao retornar, há protocolo de carregamento de fluidos e reabilitação extensa; o monitoramento de saúde continua para entender efeitos de longo prazo.

Barry Wilmore e Suni Williams retornam à Terra após quase nove meses no espaço, para readaptação à gravidade. O pouso ocorrerá na Terra, com monitoramento médico da Nasa. A missão visa compreender efeitos de longo prazo da permanência no espaço.

Médicos da Nasa acompanharão o retorno, avaliando sinais de adaptação. Os dois passaram por avaliações antes da jornada de volta e estão com saúde considerada boa. A equipe de voos planeja o protocolo de readaptação.

Alterações corporais durante longas permanências

A gravidade zero provoca mudanças rápidas no corpo, como aumento temporário de altura e redistribuição de fluidos. Ossos e músculos podem perder densidade e força durante o voo.

Deterioração muscular e óssea

Sem gravidade, há atrofia muscular e redução de massa óssea. Em semanas, fibras musculares podem encolher; em um mês, a massa óssea pode cair. Exercícios diários e dieta ajudam a mitigar esses efeitos.

Reajustando-se à Terra

Ao retornar, há protocolo de carregamento de fluidos para reforçar a circulação. Em geral, a readaptação envolve dias de avaliação médica e exercícios de reabilitação para ossos, músculos e equilíbrio.

Mudanças no nível celular

O espaço pode influenciar o sistema imunológico e o DNA. Observam-se alterações em glóbulos brancos e em marcadores genéticos, com necessidade de mais estudos para entender impactos de longo prazo.

Visão e fluidos corporais

A redistribuição de fluidos pode afetar a visão, com mudanças na forma do globo ocular e na retina. Técnicas ópticas e dispositivos especializados estão sendo estudados para mitigar esses efeitos.

Retorno e acompanhamento

Os astronautas permanecem no Centro Espacial Johnson antes de retornar aos lares. Equipes de saúde monitoram múltiplos sistemas, seguindo protocolos para garantir uma recuperação eficiente.

As pesquisas ajudam a entender impactos da exposição à radiação, à microgravidade e à reentrada na Terra. O conhecimento orienta futuros voos de longa duração, incluindo missões lunares e a Mars.

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