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Ferimentos indicam conflito no início da Era dos Dinossauros

Lesões em crânios de herrerasaurídeos indicam combates intraespecíficos entre dinossauros no Triássico, sugerindo violência entre os primeiros predadores.

Ilustração de dois indivíduos Gnathovorax se enfrentando, há 230 milhões de anos atrás
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  • Fossis do grupo dos herrerasaurídeos encontrados no Rio Grande do Sul e na Argentina apresentam lesões ósseas no crânio, sugerindo confrontos entre indivíduos da própria espécie.
  • As marcas foram observadas em três espécies do Triássico e indicam rasgos profundos com sinais de cicatrização, não sendo consequência da morte.
  • Em metade dos crânios estudados havia esses ferimentos, e predadores de grande porte da época não exibem o mesmo padrão de marca, o que aponta para combates intraespecíficos.
  • O estudo, conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Maria e da Universidad Nacional de San Juan, foi publicado no periódico The Science of Nature no dia 26 de março (ano indicado no texto).
  • Os autores destacam que o tamanho dos demais dinossauros da região e o período de convivência restrito dos herrerasaurídeos tornam a amostra pequena, mas a pesquisa amplia o conjunto de fósseis para entender melhor esses combates.

Ao que tudo indica, a Era dos Dinossauros pode ter começado sob clima de conflito para alguns dos primeiros carnívoros. Pesquisadores analisaram crânios de herrerasaurídeos e encontraram lesões ósseas atribuídas a mordidas de membros da própria espécie.

Os fósseis estudados são originários do Rio Grande do Sul, no Brasil, e da Argentina. A pesquisa aponta que os danos podem ter ocorrido há mais de 230 milhões de anos, período Triássico, no início da evolução dos dinossauros predadores.

Os autores destacam que as lesões, com traços profundos e cicatrização, não ocorreram no momento da morte. Cerca de metade dos crânios analisados apresentaram esse tipo de marca.

Autores e locais do estudo

Mauricio Garcia e Rodrigo Müller, da Universidade Federal de Santa Maria (RS), e Ricardo Martínez, da Universidad Nacional de San Juan (Argentina), publicaram os resultados no periódico The Science of Nature em 26 de março.

A amostra envolve herrerasaurídeos, possivelmente os primeiros a divergir após o surgimento dos dinossauros. Os fósseis analisados incluem espécies brasileiras e argentinas, com comprimentos estimados entre 3 e 6 metros.

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