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Kumana, parque histórico no leste do Sri Lanka, vira reduto de leopardos

Estudo aponta Kumana National Park como forte habitat de leopardo, com 41 indivíduos por 100 km², usando câmeras de armadilha e modelos de encontro aleatório pela primeira vez no Sri Lanka

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  • Kumana National Park, na costa sudeste do Sri Lanka, é reconhecido pela biodiversidade de áreas alagadas e também como refúgio para o leopardo sri-lanquiano (Panthera pardus kotiya).
  • Um estudo recente confirmou a park como um dos principais hotspots de leopardos, com densidade de 41 leopardos por 100 quilômetros quadrados na região leste.
  • A pesquisa, que durou quinze meses, utilizou armadilhas fotográficas e modelos de encontro aleatório, registrando mais de noventa avistamentos de leopardos e 34 indivíduos identificados.
  • Em comparação, parques como Yala e Wilpattu apresentam densidades diferentes, destacando a variação regional na população de leopardos no Sri Lanka.
  • Desafios de conservação incluem conflitos com criadores de búfalos fora dos limites do parque e ataques ocasionais a moradores que viajam pela região, além de iniciativas de ciência cidadã que mapeiam 80 leopardos em Kumana desde 2019.

Kumana National Park, na costa sudeste do Sri Lanka, ganha notoriedade como reduto de leopardos. Novo estudo, realizado por pesquisadores da University of Sri Jayewardenepura (USJ) e do Department of Wildlife Conservation (DWC), confirma alta densidade de felinos na região leste do parque. A pesquisa utilizou câmeras-trap e modelos de encontros aleatórios (REMs), em um levantamento de 16 meses.

O estudo encontrou 41 leopardos por 100 km² na área leste de Kumana, posição que coloca o parque entre os hotspots globais para a espécie Panthera pardus kotiya. Foram mais de 90 avistamentos de leopardos, com 34 indivíduos identificados, conforme divulgação dos pesquisadores.

O levantamento é considerado pioneiro no uso de REM para estimar densidade de leopardos no Sri Lanka. Segundo Dulan Jayasekara, líder da pesquisa, os resultados oferecem insights valiosos mesmo com limitações de recursos, ajudando a mapear a população da espécie.

Contexto e dados de referência

Kumana, com mais de 35 mil hectares, abriga savanas, florestas de monção, lagoas, manguezais e áreas rochosas. O parque foi aberto à visitação em 2006, após a Guerra Civil, e tornou-se importante alternativa a Yala para observar leopardos, reduzindo pressão de visitas no sul do país.

Dados históricos indicam densidades variadas entre parques do país. Yala registra uma das maiores densidades globais, Horton Plains apresenta estimativa menor e Wilpattu mostra valores intermediários, reforçando a diversidade de habitats e pressões de visitação.

Ameaças e conservação

Apesar da alta densidade, os leopardos de Kumana enfrentam riscos fora dos limites do parque. Herders de búfalos, que às vezes atacam crias, praticam venenação como retaliação, resultando em mortes de felinos. Pilgr images próximas indicam encontros entre pessoas e felinos durante a peregrinação PADĀ Yāthrā.

Além do monitoramento científico, a iniciativa cidadã Kumana Leopards documenta, desde 2019, 80 leopardos individuais por meio de observações de visitantes. O grupo mantém um guia de campo e divulga avistamentos diários para apoiar a conservação da espécie.

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