- 22 de junho é o World Rainforest Day, criado em 2017 pela Rainforest Partnership para destacar a importância das florestas tropicais para o clima, a chuva, o carbono e a biodiversidade.
- Em 2024, os incendíos devastaram milhões de hectares e várias regiões registraram recordes de perda de floresta primária.
- Amazonas é a maior região florestal do mundo e registrou a maior perda desde 2002, perto de 44 milhões de hectares; os incêndios atingiram especialmente o Brasil e a Bolívia.
- Entre as maiores florestas tropicais estão o Congo Basin, Nova Guiné e o norte da Austrália, Sundaland, Indo-Birmá, Mesoamérica, Wallacea, Florestas de Guiné Ocidental, Mata Atlântica e Chocó-Darién.
- O panorama é grave, mas não sem solução: é preciso vontade política, financiamento estável e governança eficaz, com lideranças indígenas e locais na linha de frente.
World Rainforest Day celebra a importância das florestas tropicais, lançada em 2017 pela Rainforest Partnership para destacar seu papel crítico no clima, na regulação das chuvas e na biodiversidade. Em 2024, incêndios devastaram milhões de hectares, com perdas recordes de florestas primárias em várias regiões.
As maiores florestas tropicais do mundo incluem a Amazônia, o Congo Basin, Nova Guiné e Norte da Austrália, Sundaland, Indo-Birmá, Mesoamérica, Wallacea, Florestas da Guiné Ocidental, Mata Atlântica e Chocó-Darién. Em 2024, as queimadas atingiram especialmente a Amazônia brasileira e boliviana.
Amazônia: a maior floresta do planeta, crucial para padrões de chuva continentais e regulação climática. Abriga biodiversidade intensa e populações indígenas; concentra quase metade da floresta primária dos trópicos. Perdeu quase 44 milhões de hectares desde 2002, área semelhante ao tamanho do Iraque. Queimadas em 2024 atingiram Brasil e Bolívia.
Congo Basin: abriga gorilas, bonobos e okapis. A maior parte está na República Democrática do Congo. A derrubada foi relativamente estável até a década de 2010, mas ampliou-se nos anos recentes.
Nova Guiné e Norte da Austrália: segunda maior ilha do mundo, abriga espécies únicas como cangurus-arvore e casuares. Embora entre as regiões menos perturbadas, ameaça de expansão de palma, mineração e exploração madeireira cresce.
Sundaland: Borneo e Sumatra sofreram o maior declínio relativo desde 2000, impulsionado por plantações industriais. Habitat crítico para rinocerontes, orangotangos e outras espécies icônicas.
Indo-Birmá: parte do Sudeste Asiático continental, com tipos florestais variados e animais como tigres e elefantes asiáticos. Pressão humana levou à fragmentação e degradação generalizadas.
Mesoamérica: do sul do México até o Panamá, florestas tropicais abrigam aves e anfíbios. Desmatamento por agricultura e uso de fogo tem acelerado em algumas áreas.
Wallacea: Sulawesi e ilhas vizinhas, com espécies altamente endêmicas. Perdas florestais aumentaram por plantações e infraestrutura.
Florestas da Guiné Ocidental: extensa região na África Ocidental, fortemente atingida por agricultura e exploração madeireira; áreas remanescentes continuam ecologicamente ricas, ainda que fragmentadas.
Mata Atlântica: já cobriu grande parte da costa brasileira e estendia-se até Argentina e Paraguai. Perda de cobertura foi a maior entre as listadas; esforços de restauração estão em andamento.
Chocó-Darién: vai de Panamá ao norte do Equador; a floresta tropical mais úmida do mundo e, entre as grandes zonas, a menos desflorestada.
Perspectivas e ações
O panorama é sombrio, mas não sem esperança. A recuperação depende de vontade política, financiamento estável e governança eficaz. Comunidades indígenas e locais, comprovados guardiões, devem liderar caminhos de conservação e manejo.
É necessário agir com urgência para salvar outras áreas ainda intactas. Ações rápidas e coordenadas entre governos, organizações e comunidades locais podem frear a perda de cobertura e ampliar áreas restauradas, mantendo a biodiversidade e o equilíbrio climático global.
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