- Sul e Centro-Oeste são as regiões com saldo migratório positivo, ou seja, entram mais pessoas do que saem, entre 2017 e 2022.
- Entre cidades com maior proporção de migrantes, não há capitais; Itapoá (Santa Catarina), Santa Cruz do Xingu (Mato Grosso) e Chapadão do Céu (Goiás) aparecem entre as maiores taxas.
- Itapoá tem 7,4 mil migrantes em 30,7 mil habitantes, o que representa um quarto da população; a cidade também se destaca pelo terminal portuário.
- Santa Cruz do Xingu, com 2.661 habitantes, tem 590 migrantes; o município foi criado em 1999 e tem forte ligação com o agronegócio e a cultura indígena.
- Chapadão do Céu, com quase 3 mil migrantes em 12 mil habitantes, destaca-se pela produção de grãos; Balneário Gaivota, na região Caminho dos Cânions, tem cerca de 3,3 mil migrantes em 15 mil habitantes, impulsionando o turismo.
Entre as cidades brasileiras com maior proporção de migrantes, não há capitals ou grandes centros urbanos entre as primeiras posições. Itapoá (SC), Santa Cruz do Xingu (MT) e Chapadão do Céu (GO) aparecem entre os municípios com maior saldo de moradores de fora, segundo o Censo do IBGE divulgado na última sexta-feira.
A região Sul e o Centro-Oeste são as que registram maior entrada de pessoas, ao contrário de São Paulo e Rio de Janeiro, que apresentaram saldo migratório negativo entre 2017 e 2022. O agronegócio local é apontado como fator-chave para esse movimento.
Itapoá, no litoral norte de Santa Catarina, tem 7,4 mil migrantes em uma população de 30,7 mil. Um em cada quatro moradores veio de fora, destacando-se também pelo terminal portuário estratégico para transporte e logística.
Principais exemplos de municípios
Santa Cruz do Xingu, a 994 quilômetros de Cuiabá, soma 2.661 habitantes com 590 imigrantes. O município, criado em 1999 a partir de desmembramento, é marcado pela agricultura e pela presença indígena.
Chapadão do Céu, no sul goiano, tem 12 mil habitantes e quase 3 mil migrantes. A cidade emerge na produção de grãos, com papel ativo no fluxo migratório da região sul de Goiás.
Balneário Gaivota, em Santa Catarina, oferece a maior orla da região e fica no Caminho dos Cânions. Com cerca de 15 mil residentes, aproximadamente 3,3 mil são migrantes, atraídos pela infraestrutura turística e pelas oportunidades de emprego.
Atração pela qualidade de vida, oportunidades de trabalho remoto e a busca por cidades menores também ajudam a explicar a migração para o Sul e o Centro-Oeste, bem como a redistribuição entre áreas com maior oferta de empregos.
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