Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Perfuração da Margem Equatorial é suspensa por falta de financiamento brasileiro

PBEM-945, primeira expedição 100% brasileira no IODP, fica suspensa por falta de aporte financeiro, atrasando avanços em ciência oceânica e clima

Expedição utilizaria o navio Joides Resolution, referência mundial em pesquisas oceânicas
0:00
Carregando...
0:00
  • O projeto PBEM-945, que avaliaria mudanças climáticas na Margem Equatorial Brasileira, foi suspenso indefinidamente por falta de financiamento brasileiro.
  • A expedição utilizaria o navio Joides Resolution e seria a primeira 100% brasileira no programa internacional IODP, com participação de cientistas de vários países.
  • O IODP aprovou o projeto com avaliação excelente, para perfuração de sedimentos ao longo de vinte milhões de anos na região entre as bacias do Ceará e Potiguar.
  • Para trazer o navio ao Brasil, seria necessário desembolsar cerca de US$ 15 milhões, valor que não foi autorizado pelos financiadores nacionais.
  • Mesmo com apoio institucional no Brasil, mudanças recentes atrasaram as expedições; há busca por novas fontes de financiamento, mas existe o risco de o Brasil perder posição em programas de pesquisa de ponta.

A Margem Equatorial Brasileira, que vai do Amapá ao Rio Grande do Norte, perdeu o financiamento para a perfuração prevista pelo projeto PBEM-945. A suspensão indevida impacta quatro expedições científicas, incluindo a participação brasileira no programa IODP.

O PBEM-945, liderado pelo professor Luigi Jovane, do Instituto Oceanográfico, recebeu aprovação com excelência pelo International Ocean Discovery Program. A expedição pretendia perfurar sedimentos em águas profundas entre Ceará e Potiguar.

O IODP, maior programa internacional de perfuração oceânica, envolve 25 países. A previsão era realizar a primeira expedição 100% brasileira no programa, entre 2022 e 2024, com o navio Joides Resolution.

Para trazer o navio ao Brasil, seria necessário um aporte de cerca de US$ 15 milhões, conforme explica o coordenador Farid Chemale. O custo garantia a participação brasileira nas quatro expedições.

Contexto

Além de sinalizar mudança na relação de financiamento, houve resistência interna: em 2020 a Armada não liberou perfurações na Margem Equatorial; a Capes também não assinou acordo com a NSF para manter pesquisadores no exterior.

Apesar de aprovadas pela Marinha e pelos Ministérios de Minas e Energia e do Meio Ambiente, a equipe não conseguiu apoio aos recursos provenientes dos royalties do petróleo. A suspensão pode atrasar avanços em ciências oceânicas brasileiras.

Jovane ressalta a importância dos resultados esperados para entender biodiversidade, sedimentação da Bacia do Amazonas e a evolução do rio nos últimos milhões de anos, antes de qualquer exploração petrolífera na região.

A equipe busca fontes de financiamento nacionais e internacionais para reativar o projeto. Enquanto isso, especialistas alertam para o risco de o Brasil perder posição em programas de pesquisa de ponta.

Texto adaptado do Core IO.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais