- Pesquisadores estimam que até cem “galáxias fantasmas” podem orbitar a Via Láctea.
- Essas galáxias são invisíveis devido à perda de matéria escura, o que as torna quase indetectáveis.
- O estudo foi realizado por cientistas, incluindo Isabel M. E. Santos-Santos e Carlos S. Frenk, e publicado na revista *Monthly Notices of the Royal Astronomical Society*.
- As galáxias fantasmas podem ter sido formadas como satélites da Via Láctea, mas perderam a maior parte de sua matéria escura ao longo do tempo.
- Avanços em técnicas de observação, como o Dark Energy Spectroscopic Instrument (DESI) e o Legacy Survey of Space and Time (LSST), podem permitir a detecção dessas galáxias no futuro.
Uma nova pesquisa revela que até 100 galáxias invisíveis, conhecidas como “galáxias fantasmas”, podem estar orbitando a Via Láctea. Essas galáxias, que perderam sua matéria escura, permanecem ocultas aos telescópios atuais, desafiando a ideia de que a nossa galáxia possui um número limitado de satélites. O estudo foi realizado por uma equipe de cientistas, incluindo Isabel M. E. Santos-Santos e Carlos S. Frenk, e publicado na revista *Monthly Notices of the Royal Astronomical Society*.
As galáxias fantasmas são extremamente apagadas e, devido à forte atração gravitacional da Via Láctea, perderam a maior parte de sua matéria escura, tornando-se quase indetectáveis. Essa perda ocorre ao longo do tempo, o que dificulta a observação mesmo com as tecnologias mais avançadas. A pesquisa utilizou simulações computacionais de alta resolução para entender a formação e evolução dessas galáxias dentro do modelo cosmológico ΛCDM, que descreve o universo como composto principalmente de matéria escura e energia escura.
Os pesquisadores estimam que essas galáxias podem ter sido formadas como satélites da Via Láctea, mas foram gradualmente despojadas de sua matéria escura. Essa descoberta sugere que a invisibilidade não significa que essas galáxias não existam. O avanço nas técnicas de observação, como o DESI e o LSST, pode permitir a detecção dessas galáxias ultrafaint no futuro, revelando um número muito maior de galáxias do que se pensava anteriormente.
A inclusão das galáxias fantasmas nas simulações altera a compreensão sobre a distribuição e formação das galáxias na nossa região do universo. Essa pesquisa desafia a noção de que a Via Láctea não possui galáxias satélites suficientes, indicando que as galáxias órfãs podem estar compensando essa aparente escassez. Além disso, a descoberta pode ajudar a elucidar o comportamento da matéria escura, um dos maiores mistérios da física moderna, oferecendo novas perspectivas sobre a estrutura do cosmos.
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