- Uma publicação falsa circulou nas redes sociais, afirmando que o Brasil enfrentaria uma onda de frio histórica com temperaturas negativas.
- A postagem, datada de 6 de julho, mencionava que cidades da serra catarinense poderiam registrar até -10 °C.
- O meteorologista Cesar Soares, do Climatempo, desmentiu a informação, afirmando que as previsões indicam um inverno típico, com madrugadas frias e tardes ensolaradas.
- Soares explicou que novas ondas de frio são esperadas no Centro-Sul, mas dentro dos padrões normais do inverno.
- A disseminação de informações falsas pode gerar alarmes desnecessários na população, especialmente após um ano marcado por ondas de calor.
Recentemente, uma publicação falsa se espalhou nas redes sociais, afirmando que o Brasil enfrentaria uma onda de frio histórica, com temperaturas negativas e geadas em várias regiões. A postagem, datada de 6 de julho, alegava que cidades da serra catarinense poderiam registrar até -10 °C e que capitais como São Paulo e Rio de Janeiro teriam algumas das menores temperaturas de sua história.
O texto atribuía essas previsões ao Climatempo, mas o meteorologista Cesar Soares desmentiu a informação. Segundo ele, as previsões do serviço de meteorologia não indicam uma onda de frio rigorosa em todo o país. Ao contrário, a expectativa é de um inverno típico, com madrugadas frias e tardes ensolaradas, sem quedas bruscas de temperatura.
Soares esclareceu que novas ondas de frio são esperadas no Centro-Sul, mas apenas próximo da virada para agosto. Ele enfatizou que a queda de temperatura será dentro dos padrões normais do inverno e que o fenômeno chamado de “ampliação polar”, mencionado na publicação, está sendo usado de forma incorreta. O meteorologista destacou que, ao longo dos anos, o que se observa é um derretimento das calotas polares, não um avanço delas.
A disseminação de informações falsas sobre o clima pode gerar alarme desnecessário na população, especialmente após um ano em que ondas de calor dominaram a estação mais fria. A confusão pode ser atribuída à memória coletiva de um inverno mais típico, contrastando com as anomalias climáticas do ano anterior.
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