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Copa do Mundo de 2026 terá maior impacto ambiental da história, aponta estudo

Copa do Mundo de 2026 pode gerar nove milhões de toneladas de CO2, exigindo ações imediatas para mitigar impactos ambientais.

Pela primeira vez, serão 48 seleções em campo e a disputa acontece em três países: EUA, México e Canadá, o que aumenta significativamente a pegada de carbono (Foto: Getty Images)
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  • A Copa do Mundo de 2026, que ocorrerá nos Estados Unidos, México e Canadá, será a mais poluente da história, com emissões estimadas em nove milhões de toneladas de CO2.
  • O aumento das emissões é atribuído à expansão do torneio, que contará com 48 seleções, e à necessidade de infraestrutura em três países.
  • Um relatório indica que as emissões durante o evento serão quase o dobro da média das últimas quatro edições.
  • Fatores como a distribuição geográfica e o patrocínio da Aramco, gigante petrolífera saudita, contribuem para o aumento das emissões.
  • Pesquisadores pedem a reversão da expansão do torneio para mitigar os riscos climáticos, destacando a contradição entre a celebração de megaeventos e o impacto ambiental.

Copa do Mundo de 2026 será a mais poluente da história, alertam cientistas

A Copa do Mundo de 2026, que ocorrerá nos EUA, México e Canadá, está prevista para ser a mais poluente de todas as edições, com emissões estimadas em nove milhões de toneladas de CO2. O aumento das emissões é atribuído à expansão do torneio, que contará com 48 seleções, e à necessidade de infraestrutura em três países diferentes.

Um relatório recente aponta que as emissões durante o evento serão quase o dobro da média das últimas quatro Copas do Mundo. Para comparação, a edição de 2022 no Catar liberou 5,25 milhões de toneladas de CO2 equivalente. Samran Ali, do Fundo de Defesa Ambiental, destacou que, embora a Copa una pessoas em torno do amor pelo futebol, ela também traz uma “pesada conta de carbono”.

Fatores de Emissão

Os cientistas identificaram três fatores principais que contribuem para o aumento das emissões. O primeiro é a expansão do torneio, que aumenta o número de jogos e deslocamentos. O segundo é a distribuição geográfica, que multiplica as viagens aéreas de jogadores e torcedores, um dos setores mais poluentes. O terceiro fator é o patrocínio da Aramco, gigante petrolífera saudita, que pode resultar em 30 milhões de toneladas adicionais de CO2 devido ao aumento na visibilidade e vendas de combustíveis fósseis.

Além das emissões, metade dos 16 estádios propostos para o torneio requer intervenção ambiental imediata para garantir a segurança de todos os envolvidos. As temperaturas extremas, como os 36°C registrados durante a Copa do Mundo de Clubes da FIFA, refletem os desafios climáticos que o evento enfrentará.

Urgência de Ação

Os pesquisadores pedem uma reversão da expansão do torneio para mitigar os riscos climáticos. A Copa do Mundo de 2030, já planejada para ocorrer em seis países, promete gerar mais de 6 milhões de toneladas de CO2 equivalente. A contradição entre a celebração de megaeventos e o impacto ambiental é evidente, com a necessidade urgente de ações que integrem todos os setores da sociedade.

A FIFA enfrenta um dilema: está disposta a mudar suas práticas em prol da sustentabilidade? A resposta a essa pergunta pode determinar o futuro do torneio e seu impacto no meio ambiente.

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