- A Colossal Laboratories & Biosciences anunciou um projeto de “desextinção” da moa, uma ave gigante extinta há 500 anos na Nova Zelândia.
- A empresa utilizará amostras de fósseis e células germinativas de aves atuais, como o macuco e o emu, para reconstruir o genoma da moa.
- O projeto conta com a colaboração do Ngai Tahu Research Centre, visando respeitar a cultura maori.
- A extinção da moa, causada pela caça excessiva pelos primeiros maoris, teve um impacto significativo na ecologia local.
- A Colossal também está envolvida em outros projetos de desextinção, como o mamute lanoso e o tigre-da-Tasmânia.
A Colossal Laboratories & Biosciences anunciou um novo projeto de “desextinção” da moa, uma ave gigante extinta há 500 anos na Nova Zelândia. A empresa, que já criou lobos geneticamente modificados, agora se une ao Ngai Tahu Research Centre para respeitar a cultura maori durante o processo.
Os cientistas da Colossal pretendem reconstruir o genoma da moa utilizando amostras de fósseis e células germinativas de aves atuais, como o macuco e o emu. Paul Scofield, curador do Museu de Canterbury, descreveu as moas como “pássaros gigantes do tamanho de dinossauros”. A equipe já possui mais de 60 ossos e fósseis, incluindo um pé com tecidos moles intactos.
O projeto envolve a utilização de células precursoras de óvulos e espermatozoides para criar uma ave substituta. Ben Lamm, CEO da Colossal, afirmou que a compatibilidade entre o ovo da espécie viva e a moa é crucial. A extinção da moa, atribuída à caça excessiva pelos primeiros maoris, deixou um impacto significativo na ecologia e cultura local.
Importância Cultural e Ecológica
A moa não apenas fornecia alimento e materiais para os maoris, mas também ocupava um lugar importante na mitologia e tradições orais desse povo. Kyle Davis, do Ngai Tahu, destacou a relevância histórica da interação entre os maoris e a ave. As moas desempenhavam um papel vital na dispersão de sementes e no manejo da vegetação, influenciando os ecossistemas da região.
A Colossal também está envolvida em outros projetos de desextinção, como o mamute lanoso e o tigre-da-Tasmânia. Apesar das críticas sobre a autenticidade de suas criações, a empresa defende que suas iniciativas visam restaurar ecossistemas e preservar a biodiversidade global. A discussão sobre os riscos e benefícios da reintrodução de espécies extintas continua a ser um tema polêmico entre especialistas.
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