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Barulho humano afeta vida marinha e causa riscos a golfinhos e baleias

A poluição sonora nos oceanos compromete a comunicação e a alimentação dos cetáceos, exigindo regulamentações internacionais urgentes.

Criaturas marinhas estão sendo forçadas a lidar com o aumento da atividade humana nos oceanos — Foto: Christian Harboe-Hansen/BBC
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  • A poluição sonora nos oceanos preocupa especialistas devido aos impactos do ruído humano na vida marinha, especialmente entre cetáceos.
  • Estudos recentes mostram que o aumento do ruído submarino prejudica a comunicação e a alimentação desses animais, gerando dilemas como “viver em vez de jantar”.
  • Sons naturais, como o canto das baleias, são ofuscados por ruídos de atividades humanas, como sonares e motores de navios.
  • Um estudo da Universidade de San Diego revelou que os níveis de ruído aumentaram de 10 a 12 decibéis entre 1964 e 2004, com cerca de 250 mil embarcações no oceano a qualquer momento.
  • A falta de regulamentações internacionais eficazes é uma preocupação, e a World Wildlife Fund sugere que uma redução de 10% na velocidade dos navios poderia diminuir os níveis de ruído em até 40%.

A poluição sonora nos oceanos se torna uma preocupação crescente, com especialistas alertando sobre os efeitos nocivos do ruído humano na vida marinha, especialmente entre os cetáceos. Estudos recentes indicam que o aumento do ruído submarino compromete a comunicação e a alimentação desses animais, levando a dilemas como “viver em vez de jantar”.

Os sons naturais dos oceanos, como o canto das baleias e o assobio de golfinhos, estão sendo ofuscados por ruídos gerados por atividades humanas, como detonações, sonares e motores de navios. Lindy Weilgart, especialista em poluição sonora submarina, destaca que a audição é o principal sentido dos animais marinhos, essencial para sua sobrevivência. As frotas de navios em expansão e os canhões de ar comprimido usados na exploração de petróleo são as maiores ameaças.

Um estudo da Universidade de San Diego revelou que os níveis de ruído aumentaram de 10 a 12 decibéis entre 1964 e 2004, com a atividade humana intensificando ainda mais essa tendência. Patrick Miller, professor da Universidade St Andrews, afirma que 250 mil embarcações estão no oceano a qualquer momento, com alguns navios emitindo ruídos de até 190 decibéis, comparáveis ao som de um show de rock.

Impactos na Vida Marinha

Os cetáceos dependem do som para comunicação, navegação e alimentação. Um estudo da Universidade de Bristol mostrou que golfinhos expostos a altos níveis de ruído aumentam a duração e o volume de seus assobios, mas ainda assim enfrentam dificuldades para se comunicar. A poluição sonora interfere na capacidade das baleias de se alimentarem, reduzindo seus níveis de energia e aumentando o estresse.

Além disso, o ruído pode desorientar os animais, levando a encalhes e fatalidades. A Marinha dos EUA já limitou o uso de certos tipos de sonar devido a sua relação com encalhes de baleias. Weilgart destaca que sonares ativos de baixa frequência podem afetar vastas áreas do oceano, impactando milhões de quilômetros quadrados.

Necessidade de Regulamentação

Embora existam regulamentações nacionais para controlar o ruído, não há normas internacionais eficazes. A World Wildlife Fund sugere que uma redução de 10% na velocidade dos navios poderia diminuir os níveis de ruído em até 40%. A situação exige atenção urgente, pois a poluição sonora continua a crescer, comprometendo a saúde dos ecossistemas marinhos e a sobrevivência das espécies que deles dependem.

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