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Arte com inteligência artificial promove renascimento criativo, afirma Refik Anadol

Refik Anadol cria o Dataland, um museu de arte com inteligência artificial na Califórnia, promovendo a ética na coleta de dados.

Refik Anadol e The Sphere, em Las Vegas: criações baseadas em algoritmos e dados (Foto: Efsun Erkiliç)
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  • Refik Anadol anunciou a criação do Dataland, um museu dedicado à arte com inteligência artificial, na Califórnia.
  • O projeto busca explorar a relação entre arte e tecnologia, com foco na coleta ética e sustentável de dados.
  • Anadol destaca que sua abordagem à inteligência artificial é colaborativa, comparando seu trabalho ao de um “piloto de nave espacial”.
  • Para o Dataland, ele coletou meio bilhão de imagens, sempre com autorização das instituições consultadas.
  • O museu ainda não tem data de inauguração e pretende ser um modelo de ética na utilização de dados na arte.

Refik Anadol, artista de mídia turco, anunciou a criação do Dataland, um museu dedicado à arte com inteligência artificial (IA), na Califórnia. O projeto visa explorar a interseção entre arte e tecnologia, enfatizando a coleta ética e sustentável de dados.

Anadol, que comanda um estúdio com profissionais de diversas nacionalidades, destaca que sua abordagem à IA é colaborativa. Ele descreve seu trabalho como o de um “piloto de nave espacial”, onde a máquina e o humano se unem para criar experiências visuais únicas. “A IA é uma extensão do meu cérebro”, afirma, ressaltando que a criatividade humana é fundamental no processo.

O artista, que já tem obras no MoMa, utiliza dados de forma responsável, sempre com permissão. Para o Dataland, ele coletou meio bilhão de imagens, garantindo que cada instituição consultada autorizasse o uso do material. “Queremos ser um exemplo de compromisso ético”, diz Anadol.

Em sua visão, a IA não é apenas uma ferramenta, mas uma força criativa que pode transformar a arte. Ele acredita que estamos vivendo um renascimento artístico, onde a IA se torna uma nova forma de expressão. Anadol também reflete sobre sua identidade como imigrante, afirmando que sua experiência cultural enriquece seu trabalho.

O Dataland, ainda sem data de inauguração, busca ser um modelo de museu que respeita a ética na utilização de dados, promovendo uma nova era para a arte. “Estamos testemunhando momentos únicos para a humanidade”, conclui.

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