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Manutenção adequada em piscinas públicas reduz risco de infecções e garante segurança

Estudos revelam que o parasita Cryptosporidium causa surtos de doenças intestinais em piscinas, destacando a urgência de manutenção adequada.

Entre parasitas tropicais e patógenos bacterianos, encontramos muitos companheiros microscópicos quando nadamos na água da piscina (Foto: Getty Images)
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  • A natação é um hobby antigo, com registros de piscinas desde 3000 a.C.
  • A preocupação com a higiene em piscinas começou no século 19, com o uso de desinfetantes como o cloro.
  • Estudos recentes indicam que o parasita Cryptosporidium é o principal causador de surtos de doenças intestinais em piscinas.
  • A contaminação ocorre principalmente por acidentes fecais ou ingestão de água contaminada, com maior risco em horários de pico.
  • A manutenção adequada das piscinas, incluindo supervisão dos níveis de pH e cloro, é essencial para prevenir infecções.

A natação, um dos hobbies mais antigos da humanidade, remonta a 3000 a.C. com a construção da primeira piscina no vale do Indo. Desde então, a preocupação com a higiene em piscinas evoluiu, especialmente no século 19, com a introdução de desinfetantes como o cloro.

Recentes estudos revelam que o parasita Cryptosporidium é o principal responsável por surtos de doenças intestinais em piscinas. Este parasita pode causar sintomas como diarreia e vômitos, com duração de até duas semanas. A professora Jackie Knee, do Grupo de Saúde Ambiental da Escola de Medicina Tropical de Londres, alerta que a infecção é mais preocupante para crianças, idosos e imunocomprometidos.

A contaminação ocorre principalmente quando uma pessoa infectada tem um acidente fecal na piscina ou ao engolir água contaminada. Um estudo de 2017 em Ohio mostrou que adultos ingerem em média 21 ml de água por hora, enquanto crianças consomem cerca de 49 ml. A probabilidade de contrair Cryptosporidium aumenta em horários de pico, quando a densidade de nadadores é maior.

Riscos e Manutenção

Além do Cryptosporidium, outras infecções bacterianas, como a otite externa e infecções por *Acanthamoeba*, também podem ser contraídas em piscinas. O professor Stuart Khan, da Universidade de Sydney, destaca que a desinfecção com cloro é geralmente eficaz, mas o parasita é resistente a níveis normais da substância.

A manutenção adequada das piscinas é crucial para prevenir surtos. Isso inclui a supervisão constante dos níveis de pH e cloro, além da limpeza regular das superfícies. A supercloração, que envolve a adição de altos níveis de cloro, pode ser uma medida eficaz após incidentes de contaminação.

Prevenção de Infecções

Para minimizar os riscos de infecção, é essencial que os nadadores tomem precauções, como tomar banho antes de entrar na piscina e evitar engolir água. A ventilação adequada e a rápida comunicação de contaminações aos operadores também são fundamentais.

Embora as piscinas apresentem riscos de infecção, os benefícios da natação superam as preocupações, desde que sejam mantidas em boas condições. A prática regular de natação oferece exercícios benéficos e oportunidades de socialização, tornando-a uma atividade valiosa para a saúde pública.

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