- Tiago Mestre, artista português com formação em arquitetura, apresenta a exposição “Fogo Fumo” na galeria Gomide&Co, em São Paulo.
- A mostra ficará em cartaz até 9 de agosto e explora a relação entre cerâmica e arquitetura, destacando memórias afetivas.
- Uma viga de aço de 12 metros sustenta objetos de cerâmica, como garrafas e tigelas, que possuem marcas de impacto, simbolizando fragilidade e resistência.
- As obras incluem esculturas no chão e elementos como correntes e máscaras suspensas, refletindo a busca do artista por novas narrativas.
- A exposição contrasta materiais urbanos e tradicionais, convidando à reflexão sobre as diferentes realidades nas cidades.
Tiago Mestre, artista português com formação em arquitetura, apresenta sua nova exposição “Fogo Fumo” na galeria Gomide&Co, em São Paulo. A mostra, que ficará em cartaz até 9 de agosto, explora a intersecção entre cerâmica e arquitetura, refletindo sobre as memórias afetivas do artista.
Uma viga de aço de 12 metros atravessa a galeria, sustentando objetos de cerâmica como garrafas e tigelas, todos com marcas de impacto, sugerindo uma narrativa de fragilidade e resistência. As obras, que também incluem esculturas no chão e elementos como correntes e máscaras suspensas, revelam a busca de Mestre por uma nova forma de contar histórias.
O artista, que já expôs em cidades como Londres e Lisboa, destaca que a cerâmica sempre teve um papel afetivo em sua vida, especialmente por ter crescido em Alentejo, conhecida pela tradição cerâmica. Em “Fogo Fumo”, ele propõe uma reflexão sobre como os indivíduos e coletivos habitam o mundo, criando uma polifonia visual que dialoga com o espaço urbano.
Elementos Contrastantes
Mestre acredita que a dissonância é produtiva. A exposição contrasta a viga de aço, símbolo do crescimento urbano, com o bambu, material associado a construções mais simples. Essa dualidade é um convite à reflexão sobre as diferentes realidades que coexistem nas cidades.
As esculturas, que lembram cachimbos, foram inspiradas por objetos encontrados no leito do Tâmisa, em Londres, e representam uma fluidez que remete à fumaça. O artista busca, assim, transformar a imperfeição em um elemento de beleza, onde cada peça conta uma história única.
A exposição “Fogo Fumo” é uma oportunidade para o público vivenciar a arte contemporânea portuguesa e refletir sobre as memórias e as narrativas que moldam a identidade cultural. A galeria Gomide&Co se torna, assim, um espaço de diálogo entre passado e presente, tradição e modernidade.
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