- A Colossal Biosciences anunciou um projeto para ressuscitar a moa gigante, ave extinta há 600 anos na Nova Zelândia.
- A empresa já trabalha na desextinção do mamute-lanoso e do tilacino.
- O projeto contará com a colaboração da Universidade de Canterbury e um investimento de mais de US$ 15 milhões.
- Cientistas planejam usar DNA extraído de fósseis da moa para editar geneticamente aves vivas, como a ema, parente próximo da espécie.
- A iniciativa enfrenta ceticismo de pesquisadores, que questionam a eficácia e os impactos ecológicos da desextinção.
A startup americana Colossal Biosciences anunciou um novo projeto ambicioso: a desextinção da moa gigante, uma ave que viveu na Nova Zelândia e desapareceu há 600 anos. A iniciativa, que se junta aos esforços anteriores da empresa para ressuscitar o mamute-lanoso e o tilacino, visa trazer a espécie de volta em um período de cinco a dez anos.
Para realizar essa tarefa, a Colossal Biosciences contará com a colaboração da Universidade de Canterbury e um investimento de mais de US$ 15 milhões. A moa gigante, que podia atingir mais de três metros de altura, era um herbívoro sem asas que se alimentava de vegetação até a chegada dos humanos, que contribuíram para sua extinção. Os registros da ave sobrevivem em histórias orais maoris e em descobertas arqueológicas.
Os cientistas da Colossal planejam analisar fósseis da moa para extrair amostras de DNA e, em seguida, editar geneticamente os genes de aves vivas, como a ema, que é um parente próximo. As aves modificadas serão incubadas e, posteriormente, soltas em áreas de renaturalização.
Desafios e Ceticismo
Apesar do entusiasmo, a iniciativa enfrenta ceticismo entre pesquisadores. Muitos argumentam que esses projetos podem ser uma distração em meio à crise de biodiversidade, com um milhão de espécies ameaçadas de extinção. Além disso, há preocupações sobre a adaptação das espécies ressuscitadas ao ambiente moderno.
Em abril, a Colossal Biosciences anunciou a primeira desextinção bem-sucedida, o lobo-terrível, utilizando edições genéticas a partir de DNA de fósseis. Em março, a empresa também criou um camundongo-lanoso, geneticamente modificado para ter pelos semelhantes aos dos mamutes-lanosos. A trajetória da Colossal Biosciences continua a gerar debates sobre as implicações éticas e ecológicas da desextinção.
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