- Uma pesquisa da PwC Brasil e do Instituto Locomotiva revela que 81% da população brasileira enfrentou fenômenos climáticos nos últimos cinco anos.
- Os impactos são desiguais, afetando mais intensamente pessoas negras e de baixa renda.
- Quarenta e nove por cento dos entrevistados relataram alagamentos em suas residências ou locais de trabalho, e 46% enfrentaram racionamento ou falta de água.
- Apenas 32% dos brasileiros conhecem o conceito de justiça climática, com maior familiaridade entre jovens e pessoas com ensino superior.
- O sócio e líder de ESG na PwC Brasil, Mauricio Colombari, destaca a necessidade de políticas públicas que considerem as desigualdades socioeconômicas ao abordar a adaptação e mitigação climática.
Uma pesquisa realizada pela PwC Brasil e pelo Instituto Locomotiva revela que 81% da população brasileira enfrentou fenômenos climáticos nos últimos cinco anos. Os dados mostram que os impactos são desiguais, afetando mais intensamente pessoas negras e de baixa renda.
Entre os entrevistados, 49% relataram alagamentos em suas residências ou locais de trabalho, enquanto 46% enfrentaram racionamento ou falta de água. Além disso, 38% ficaram presos em casa ou em estabelecimentos devido a enchentes. Apesar do aumento da conscientização sobre as mudanças climáticas, apenas 32% dos brasileiros conhecem o conceito de justiça climática, com maior familiaridade entre jovens e pessoas com ensino superior.
Desigualdade e Justiça Climática
Mauricio Colombari, sócio e líder de ESG na PwC Brasil, destaca que as consequências das mudanças climáticas não são sentidas de maneira igual. Mulheres, pessoas negras, comunidades indígenas e indivíduos de baixa renda são os mais afetados devido a desigualdades socioeconômicas históricas. Ele ressalta a necessidade urgente de políticas públicas que considerem essas disparidades ao abordar a adaptação e mitigação climática.
O estudo também aponta uma desconfiança significativa em relação às informações científicas sobre mudanças climáticas, com 54% dos entrevistados questionando a veracidade dos dados. Colombari enfatiza que a transparência e o diálogo são essenciais para engajar a sociedade e promover mudanças efetivas. A justiça climática deve garantir que os impactos das mudanças climáticas sejam distribuídos de forma equitativa, protegendo os grupos mais vulneráveis.
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