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Homens enfrentam dificuldades para atingir o clímax sexual com o orgasmo retardado

Especialistas alertam que o orgasmo retardado cresce entre homens acima de 40 anos, exigindo mais atenção e pesquisa no campo da saúde sexual.

Conviver com o chamado orgasmo retardado pode afetar a qualidade de vida do homem, já que atrapalha o relacionamento sexual. (Foto: Prostock-studio/Adobe Stock)
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  • O orgasmo retardado está se tornando um problema crescente entre homens acima de 40 anos.
  • Cerca de 10% dos homens nessa faixa etária enfrentam dificuldades para alcançar o clímax, que pode demorar até 30 minutos ou mais.
  • Fatores como uso de medicamentos, condições neurológicas e dor durante a relação sexual podem contribuir para essa dificuldade.
  • Embora não existam tratamentos aprovados pela Administração de Alimentos e Medicamentos dos Estados Unidos (FDA), medicamentos que aumentam a dopamina mostraram resultados promissores.
  • A comunicação aberta entre parceiros é essencial para lidar com essas dificuldades e a saúde sexual deve ser abordada de forma abrangente.

Dificuldades de Orgasmo em Homens Aumentam com a Idade

Um novo estudo revela que o orgasmo retardado está se tornando um problema crescente entre homens, especialmente aqueles com mais de 40 anos. Enquanto cerca de 70% dos homens relatam atingir o clímax mais rapidamente do que desejam, uma parcela significativa enfrenta o oposto: a dificuldade em alcançar o orgasmo, que pode levar até 30 minutos ou mais.

Esse fenômeno, que afeta até 10% dos homens nessa faixa etária, é frequentemente associado a condições físicas, neurológicas e psicológicas. A falta de pesquisa sobre o tema contrasta com a atenção dada à ejaculação precoce, que é mais estudada e reconhecida. Especialistas, como a urologista Rachel Rubin, enfatizam que o orgasmo retardado é um “problema enorme” que merece mais atenção.

Causas e Tratamentos

Os principais fatores que contribuem para o orgasmo retardado incluem o uso de medicamentos, como os inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), que podem elevar o limiar necessário para atingir o clímax. Além disso, condições neurológicas, como esclerose múltipla e diabetes, também podem afetar a resposta sexual. A dor durante a relação sexual, que afeta cerca de 75% das mulheres, pode impactar a experiência do parceiro masculino, levando a dificuldades no orgasmo.

Embora não existam tratamentos aprovados pela FDA para o orgasmo retardado, algumas opções terapêuticas estão disponíveis. Medicamentos que aumentam a dopamina, como bupropiona e buspirona, mostraram resultados promissores em ensaios clínicos. A terapia sexual e o aconselhamento são recomendados, especialmente quando incluem os parceiros, pois os problemas sexuais geralmente envolvem ambos.

A Importância da Comunicação

A comunicação aberta entre parceiros é crucial para lidar com dificuldades sexuais. A ansiedade e o estresse durante o sexo são fatores que afetam a capacidade de atingir o orgasmo, com 41% dos homens relatando esses sentimentos como principais obstáculos. A abordagem da saúde sexual deve ser abrangente, considerando tanto as necessidades masculinas quanto as femininas.

A busca por soluções inovadoras continua, com especialistas esperando que novos tratamentos possam surgir, assim como o Viagra revolucionou a disfunção erétil. A complexidade do orgasmo, que envolve uma conexão entre o cérebro e os genitais, torna essencial o entendimento e o tratamento adequado dessas condições.

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