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Padilha atribui avanço do sarampo a políticas de Trump em evento pré-COP30

Ministro da Saúde critica políticas antivacinas de Trump e tarifas que afetam a saúde pública durante conferência sobre clima e saúde.

Os ministros da Saúde, Alexandre Padilha, e do Meio Ambiente, Marina Silva, durante a Conferência Global sobre Clima e Saúde, evento de preparação da COP30 (Foto: Gabriela Biló/Folhapress)
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  • Durante a 5ª Conferência Global de Clima e Saúde, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, criticou as políticas antivacinas do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
  • O surto de sarampo nos EUA, com mais de 1.000 casos em 31 estados, é o mais grave em mais de 30 anos e está ligado à baixa cobertura vacinal.
  • Padilha afirmou que o Brasil tem reforçado a vacinação e doado vacinas para a Bolívia, além de destacar os impactos das políticas negacionistas na saúde pública.
  • O ministro também criticou o tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros, anunciado por Trump, afirmando que isso prejudica a saúde pública.
  • A conferência visa discutir a saúde nas ações climáticas e preparar o “Plano de Belém sobre Ação para a Saúde”, que será apresentado na COP30 em novembro.

Durante a 5ª Conferência Global de Clima e Saúde, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, criticou as políticas antivacinas do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, associando-as ao recente surto de sarampo no país. O surto, que já registrou mais de 1.000 casos em 31 estados, é o mais grave em mais de 30 anos, após a doença ter sido considerada eliminada.

Padilha destacou que as políticas negacionistas e a baixa cobertura vacinal são fatores que contribuíram para o aumento dos casos de sarampo. Ele afirmou que o Brasil tem reforçado a vacinação e realizado doações de vacinas para a Bolívia. O ministro também mencionou que o desmonte dos sistemas de saúde pública, impulsionado por discursos antivacina, tem gerado surtos de doenças em várias regiões.

Críticas ao Tarifaço

Durante o evento, Padilha criticou o tarifaço de 50% sobre produtos brasileiros, anunciado por Trump, que entrará em vigor em breve. Ele ressaltou que essa medida prejudica a saúde pública, afirmando que “qualquer abuso tarifário impacta na saúde”. O governo brasileiro está buscando a exclusão de alguns itens da sobretaxa, mas não fará concessões políticas relacionadas à medida.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, também se manifestou sobre as tarifas, enfatizando que a emergência climática sobrecarrega os sistemas de saúde. Ela criticou as “guerras bélicas e tarifárias” que minam a cooperação global e a solidariedade entre os países.

Preparação para a COP30

A conferência, que se estenderá por três dias, visa discutir a saúde como um eixo central nas ações climáticas, preparando um esboço do “Plano de Belém sobre Ação para a Saúde”. Este documento será apresentado na COP30, marcada para novembro em Belém (PA). O evento foca em estratégias políticas baseadas em evidências e inovação no setor de saúde, com o objetivo de adaptar os sistemas de saúde às mudanças climáticas.

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