- O inoculante Hydratus, desenvolvido a partir da bactéria Bacillus subtilis, promete aumentar a resistência das lavouras à seca e melhorar a produtividade.
- A pesquisa foi realizada pela Embrapa, utilizando solos da caatinga, um bioma do Nordeste.
- O produto está sendo testado em soja e deve ser aprovado para milho em breve, com aumento de até 7,7 sacas por hectare na produção de milho.
- A Embrapa e a Bioma, maior fabricante de inoculantes do mundo, colaboram desde 2014, resultando em oito produtos no mercado.
- A inovação pode ajudar o Brasil a reduzir a dependência de fertilizantes importados, promovendo segurança alimentar.
Uma nova solução para a agricultura brasileira surge com o inoculante Hydratus, desenvolvido a partir da bactéria Bacillus subtilis, encontrada no Ceará. Este produto inovador promete aumentar a resistência das lavouras à seca e melhorar a produtividade, sendo testado em soja e prestes a ser aprovado para milho.
A pesquisa, realizada pela Embrapa, utilizou solos da caatinga, um bioma exclusivo do Nordeste, para isolar a bactéria. Eliane Gomes, bióloga da Embrapa Milho e Sorgo, explicou que a inoculação permite que o Bacillus subtilis se desenvolva junto à semente, favorecendo o crescimento das raízes e a absorção de água e nutrientes. Estudos indicam um aumento de até 7,7 sacas por hectare na produção de milho e 4,8 sacas por hectare em soja tratada com o Hydratus.
O produto, resultado de uma parceria público-privada com a Bioma, maior fabricante de inoculantes do mundo, já está sendo testado há quatro anos em lavouras comerciais. Artur Soares, diretor de pesquisa da Bioma, destacou que o Hydratus tem se mostrado eficaz mesmo em condições de escassez hídrica, além de aumentar a produtividade em regiões com chuvas normais.
Impacto na Agricultura
Atualmente, o Brasil importa cerca de 90% dos fertilizantes utilizados na agricultura, tornando o setor vulnerável a flutuações de preços e conflitos internacionais. Com o aumento global dos preços dos fertilizantes, a inovação biológica pode oferecer uma alternativa viável, promovendo independência e segurança alimentar.
A Embrapa e a Bioma têm colaborado desde 2014, resultando em oito produtos no mercado. Parte da receita gerada por royalties retorna ao governo federal, e a Embrapa busca reinvestir esses recursos em pesquisas. Eliane Gomes enfatizou a importância de financiar tecnologias adaptadas ao clima tropical brasileiro, garantindo um futuro mais sustentável para a agricultura nacional.
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