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Cientistas utilizam inteligência artificial para prever o envelhecimento do cérebro

Estudo da Universidade Duke revela que ressonância magnética pode prever envelhecimento cerebral, utilizando inteligência artificial para análise.

Imagens do cérebro humano obtidas com aparelho de ressonância magnética (Foto: Comissão de Energia Atômica da França)
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  • Um estudo da Universidade Duke, publicado na revista *Nature Aging*, indica que um único exame de ressonância magnética pode medir a velocidade do envelhecimento cerebral.
  • A pesquisa analisou 50 mil exames e utilizou inteligência artificial para identificar marcadores importantes, como a espessura do córtex cerebral e o volume da massa cinzenta.
  • Os pesquisadores criaram o modelo DunedinPACNI, que estima o ritmo do envelhecimento biológico, baseado em dados de um estudo que acompanha mil voluntários na Nova Zelândia há mais de 50 anos.
  • A técnica pode detectar riscos de declínio cognitivo antes do aparecimento de sintomas, mas sua aplicação clínica ainda é limitada.
  • A acessibilidade aos exames de ressonância magnética no Brasil é um desafio, especialmente no Sistema Único de Saúde, que não possui protocolos para rastrear o envelhecimento cerebral.

Um novo estudo da Universidade Duke, publicado na revista *Nature Aging*, revela que um único exame de ressonância magnética pode indicar a velocidade do envelhecimento cerebral. A pesquisa analisou 50 mil exames e utilizou inteligência artificial para identificar marcadores como a espessura do córtex cerebral e o volume da massa cinzenta, que são cruciais para avaliar a saúde do cérebro.

Os pesquisadores desenvolveram um modelo chamado DunedinPACNI, que estima o ritmo do envelhecimento biológico. Essa ferramenta se baseia em dados do estudo Dunedin, que acompanha a vida de mil voluntários na Nova Zelândia há mais de 50 anos. O neurologista Marco Túlio Pedatella, do Einstein Hospital Israelita, destaca que essa técnica pode detectar riscos de declínio cognitivo antes do surgimento de sintomas.

A análise proposta não requer novas tecnologias, utilizando apenas exames de imagem já disponíveis. Os autores afirmam que essa abordagem é mais precisa para avaliar o envelhecimento biológico do que métodos tradicionais, como exames de sangue. No entanto, a aplicação clínica ainda é limitada, e o neurologista Eduardo Zimmer, da UFRGS, alerta que mais pesquisas são necessárias antes de sua adoção na prática clínica.

Além disso, a acessibilidade aos exames de ressonância magnética no Brasil é um desafio, especialmente no Sistema Único de Saúde (SUS), que ainda não possui protocolos para rastrear o envelhecimento cerebral por meio de imagens. Pedatella ressalta que é essencial capacitar equipes de saúde para reconhecer pacientes com declínio cognitivo e estabelecer fluxos de referência para neurologistas.

Por fim, especialistas concordam que a melhor forma de preservar a saúde cerebral é manter hábitos saudáveis, como controlar doenças crônicas, praticar atividades físicas e ter uma alimentação equilibrada.

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