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Estudante desenvolve armadilha inteligente para detectar mosquitos transmissores de doenças

Armado com inteligência artificial, dispositivo de Farhat Azam promete revolucionar a detecção de mosquitos e combater surtos de dengue e malária.

Aedes albopictus, mosquito que também transmite dengue, zika e chikungunya. (Foto: AFP)
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  • Farhat Azam, estudante de doutorado em ciência da computação na Universidade do Sul da Flórida, desenvolveu uma armadilha com inteligência artificial para detectar mosquitos portadores de vírus, como os da dengue e malária.
  • A tecnologia será implementada em comunidades vulneráveis, especialmente após o surto de dengue em 2024, que registrou mais de 13 milhões de casos nas Américas.
  • A armadilha utiliza luz, ventilador e duas câmeras para atrair e capturar mosquitos, que são analisados em tempo real pela IA.
  • O projeto, financiado em 3,6 milhões de dólares pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, está em fase de testes no Condado de Hillsborough, na Flórida.
  • A armadilha visa ser acessível à população, promovendo a conscientização sobre os riscos das doenças transmitidas por mosquitos.

Farhat Azam, estudante de doutorado em ciência da computação na Universidade do Sul da Flórida, desenvolveu uma armadilha com inteligência artificial (IA) para detectar mosquitos portadores de vírus, como os da dengue e malária. A tecnologia visa ser implementada em comunidades vulneráveis, especialmente após o surto de dengue em 2024, que resultou em mais de 13 milhões de casos nas Américas.

A armadilha, criada em colaboração com uma equipe da USF, é composta por uma luz, um ventilador e duas câmeras. Os mosquitos são atraídos e capturados em uma superfície adesiva, onde a IA analisa imagens em tempo real. Azam explica que, ao pousar, o mosquito é identificado e classificado como perigoso ou não, permitindo que as autoridades de saúde e os moradores tomem medidas preventivas.

A motivação de Azam para desenvolver essa tecnologia surgiu de uma experiência pessoal: em 2019, ele e seus pais contraíram dengue durante uma epidemia em Bangladesh. Com um projeto financiado em 3,6 milhões de dólares pelo Instituto Nacional de Alergia e Doenças Infecciosas dos EUA, Azam busca aplicar suas habilidades em IA para melhorar a vigilância epidemiológica.

Atualmente, a armadilha está em fase de testes no Condado de Hillsborough, na Flórida, e colaborações estão sendo feitas com outros condados e instituições em Atlanta, Índia, Bangladesh e países africanos. Essa abordagem internacional visa adaptar a tecnologia a diferentes ambientes climáticos e epidemiológicos.

Diante do aumento alarmante de casos de dengue, que resultaram em mais de 7.700 mortes em 2024, a armadilha de Azam representa uma alternativa inovadora para fortalecer a vigilância de doenças transmitidas por mosquitos. O objetivo é disponibilizar o dispositivo a preços acessíveis, permitindo que a população em geral também utilize a tecnologia para proteger suas comunidades. Azam sonha em ver a armadilha em jardins, promovendo uma maior conscientização sobre os riscos das doenças transmitidas por mosquitos.

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