- Um surto de circovírus afetou 14 ararinhas-azuis no programa de reintrodução na Bahia.
- O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) suspendeu as solturas e ordenou a captura das aves.
- A ONG Associação de Conservação do Papagaio das Tamanqueiras (ACTP) e a empresa Blue Sky discordam sobre a captura.
- A ACTP e o Ministério do Meio Ambiente confirmaram o surto, que pode afetar a saúde da população de ararinhas.
- A ararinha-azul, com apenas 328 exemplares no mundo, enfrenta risco de extinção devido à doença do bico e das penas, que não tem cura.
A ararinha-azul, uma das aves mais raras do mundo, enfrenta um grave desafio em seu programa de reintrodução na Bahia. Um surto de circovírus afetou 14 indivíduos, levando o ICMBio a suspender as solturas e ordenar a captura das aves. A ONG ACTP e a empresa Blue Sky, responsáveis pelo projeto, estão em desacordo sobre a melhor abordagem.
O surto foi confirmado pelo Ministério do Meio Ambiente e pela ACTP. O ICMBio determinou que as ararinhas em liberdade sejam recolhidas para testes, visando proteger a saúde da população. No entanto, a Blue Sky se opõe à captura, alegando que isso pode causar estresse e até morte das aves. Biólogos, como Luís Fábio Silveira, curador do Museu de Zoologia da USP, defendem que a recaptura é essencial para evitar a propagação do vírus.
A ararinha-azul, que possui apenas 328 exemplares no mundo, sendo 11 na natureza, está sob risco. O circovírus, que causa a doença do bico e das penas, é letal e não possui cura. Especialistas alertam que a disseminação do vírus pode afetar outros psitacídeos na região. A origem do surto pode estar relacionada à população em cativeiro, já que o ICMBio não havia detectado o vírus antes da reintrodução.
A situação é ainda mais complexa devido a disputas internas entre a ACTP, a Blue Sky e o governo brasileiro. O ICMBio identificou transações comerciais irregulares envolvendo ararinhas-azuis, o que deteriorou a relação entre as partes. A captura das aves é vista como uma medida de emergência, e a falta de ação pode comprometer o futuro da espécie no Brasil.
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