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Anvisa facilita acesso a medicamento para tratamento de câncer adrenal

Anvisa facilita importação de mitotano, garantindo acesso a tratamento essencial para câncer adrenal sem aprovação prévia

Fármaco com base em mitotano poderá ser importado com maior rapidez (Foto: Freepik)
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  • A Anvisa incluiu o mitotano na lista de importação excepcional, facilitando o acesso ao medicamento para o tratamento de câncer adrenal.
  • A decisão foi anunciada em reunião pública no dia 28.
  • O mitotano não tem registro no Brasil e o principal medicamento que o utiliza, Lisodren, foi descontinuado em 2022.
  • Com a nova medida, não será mais necessária a aprovação prévia da Anvisa para cada importação, apenas a comprovação de registro no país de origem.
  • O medicamento será disponibilizado por Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia e Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia do Sistema Único de Saúde.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou a inclusão do mitotano na lista de importação excepcional, facilitando o acesso ao medicamento para o tratamento de câncer adrenal. A decisão foi tomada durante uma reunião pública na última segunda-feira, dia 28.

Atualmente, o mitotano não possui registro no Brasil, e o principal medicamento que o utiliza, o Lisodren, foi descontinuado em 2022. A Anvisa esclarece que a substância é crucial para tratar o câncer de córtex adrenal irresecável ou metastático, um tipo raro e grave de tumor que se origina na glândula adrenal.

Com a nova medida, os serviços de saúde não precisarão mais solicitar aprovação prévia da Anvisa para cada importação do medicamento. Antes, essa autorização era necessária devido à ausência de um produto regularizado no país. Agora, será suficiente apresentar a comprovação de registro do medicamento no país de origem.

A descontinuação do Lisodren levou à importação do mitotano de países onde ele ainda é comercializado. O medicamento será fornecido pelas Unidades de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Unacons) e pelos Centros de Assistência de Alta Complexidade em Oncologia (Cacons) do Sistema Único de Saúde (SUS). Essa mudança representa um avanço significativo no acesso ao tratamento para pacientes que enfrentam essa condição.

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