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Cientistas alertam sobre manipulação de dados em relatório climático dos EUA

Cientistas denunciam distorções em relatório do Departamento de Energia e alertam sobre impactos na compreensão do aquecimento global

Presidente Trump usou relatório climático com dados distorcidos pelo próprio governo (Foto: ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP)
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  • Cientistas afirmam que um relatório do Departamento de Energia dos Estados Unidos, publicado em 29 de julho, distorceu suas pesquisas sobre o aquecimento global.
  • O documento minimiza a influência humana nas mudanças climáticas e foi elaborado por um grupo que inclui John Christy e Judith Curry, ex-membros do Heartland Institute.
  • Benjamin Santer, cientista climático da Universidade de East Anglia, criticou o relatório por contradizer suas conclusões sobre o “resfriamento estratosférico”.
  • Erros editoriais e citações imprecisas foram identificados por veículos de comunicação, e a falta de revisão rigorosa gerou preocupações entre especialistas.
  • Um porta-voz do Departamento de Energia defendeu o relatório, que agora está aberto a comentários do público antes da publicação final.

Cientistas alertaram que um relatório do Departamento de Energia dos Estados Unidos, publicado em 29 de julho, distorceu suas pesquisas para minimizar a influência humana no aquecimento global. A crítica surge após o governo de Donald Trump reverter regulamentos de 2009 sobre emissões de gases do efeito estufa, enfraquecendo os esforços climáticos do país.

O relatório, elaborado por um grupo de trabalho que inclui John Christy e Judith Curry, ex-membros do Heartland Institute, foi considerado por especialistas como uma tentativa de distorcer a ciência climática. Benjamin Santer, cientista climático da Universidade de East Anglia, afirmou que o documento contradiz diretamente suas conclusões sobre o “resfriamento estratosférico”.

Além disso, a AFP e outros veículos identificaram citações imprecisas e erros editoriais no relatório. Essa não é a primeira vez que cientistas relatam distorções em pesquisas acadêmicas por agências governamentais desde a posse de Trump. Em maio, a Casa Branca teve que corrigir um relatório sobre doenças que afetam jovens americanos, que se baseava em estudos inexistentes.

Bor-Ting Jong, professora adjunta da Universidade Livre de Amsterdã, expressou preocupação com a falta de revisão rigorosa do relatório, que apresenta afirmações falsas sobre modelos climáticos. James Rae, pesquisador da Universidade de St. Andrews, classificou a abordagem do Departamento de Energia como alarmante e comparou o relatório a um exercício de estudante de graduação.

Um porta-voz do Departamento de Energia defendeu o relatório, afirmando que ele foi revisado internamente por especialistas. O público agora poderá enviar comentários sobre o documento antes de sua publicação definitiva no registro federal.

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