- Cientistas afirmam que um relatório do Departamento de Energia dos Estados Unidos, publicado em 29 de julho, distorceu suas pesquisas sobre o aquecimento global.
- O documento minimiza a influência humana nas mudanças climáticas e foi elaborado por um grupo que inclui John Christy e Judith Curry, ex-membros do Heartland Institute.
- Benjamin Santer, cientista climático da Universidade de East Anglia, criticou o relatório por contradizer suas conclusões sobre o “resfriamento estratosférico”.
- Erros editoriais e citações imprecisas foram identificados por veículos de comunicação, e a falta de revisão rigorosa gerou preocupações entre especialistas.
- Um porta-voz do Departamento de Energia defendeu o relatório, que agora está aberto a comentários do público antes da publicação final.
Cientistas alertaram que um relatório do Departamento de Energia dos Estados Unidos, publicado em 29 de julho, distorceu suas pesquisas para minimizar a influência humana no aquecimento global. A crítica surge após o governo de Donald Trump reverter regulamentos de 2009 sobre emissões de gases do efeito estufa, enfraquecendo os esforços climáticos do país.
O relatório, elaborado por um grupo de trabalho que inclui John Christy e Judith Curry, ex-membros do Heartland Institute, foi considerado por especialistas como uma tentativa de distorcer a ciência climática. Benjamin Santer, cientista climático da Universidade de East Anglia, afirmou que o documento contradiz diretamente suas conclusões sobre o “resfriamento estratosférico”.
Além disso, a AFP e outros veículos identificaram citações imprecisas e erros editoriais no relatório. Essa não é a primeira vez que cientistas relatam distorções em pesquisas acadêmicas por agências governamentais desde a posse de Trump. Em maio, a Casa Branca teve que corrigir um relatório sobre doenças que afetam jovens americanos, que se baseava em estudos inexistentes.
Bor-Ting Jong, professora adjunta da Universidade Livre de Amsterdã, expressou preocupação com a falta de revisão rigorosa do relatório, que apresenta afirmações falsas sobre modelos climáticos. James Rae, pesquisador da Universidade de St. Andrews, classificou a abordagem do Departamento de Energia como alarmante e comparou o relatório a um exercício de estudante de graduação.
Um porta-voz do Departamento de Energia defendeu o relatório, afirmando que ele foi revisado internamente por especialistas. O público agora poderá enviar comentários sobre o documento antes de sua publicação definitiva no registro federal.
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