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SUS oferecerá DIU hormonal e desogestrel gratuitamente para endometriose

SUS passa a oferecer gratuitamente DIU-LNG e desogestrel para endometriose, ampliando o acesso a tratamentos e a qualidade de vida das pacientes

Endometriose: DIU hormonal e desogestrel serão oferecidos gratuitamente pelo SUS — Foto: Getty Images
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  • A partir de 2025, o SUS vai oferecer DIU-LNG (dispositivo intrauterino liberador de levonorgestrel) e desogestrel para o tratamento da endometriose.
  • A medida faz parte de uma atualização tecnológica da rede pública, com foco em ampliar o acesso e melhorar a qualidade de vida das mulheres com a doença.
  • DIU-LNG libera hormônios localmente, dura até cinco anos e é indicado para mulheres que não podem usar contraceptivos orais combinados.
  • Desogestrel é um anticoncepcional hormonal oral que ajuda a controlar a doença ao inibir a ovulação e pode ser prescrito já na avaliação clínica.
  • Além das novidades, o SUS já oferece tratamento clínico e cirúrgico para endometriose, com aumento de diagnósticos entre 2022 e 2024.

A partir de 2025, o Sistema Único de Saúde (SUS) vai disponibilizar dois novos tratamentos para a endometriose: o DIU liberador de levonorgestrel (DIU-LNG) e o desogestrel. A medida integra uma atualização tecnológica da rede pública, visando ampliar o acesso e melhorar a qualidade de vida das pacientes.

A endometriose é uma condição inflamatória crônica que atinge 5% a 15% das mulheres em idade reprodutiva. Ela pode causar dor intensa, inflamação e, em alguns casos, infertilidade. A doença pode se manifestar fora do útero, em órgãos como ovários, bexiga e intestinos.

Esses dois medicamentos já são usados em clínicas privadas e passam a ficar disponíveis gratuitamente pelo SUS. O DIU-LNG libera hormônios localmente, reduzindo o crescimento do tecido endometrial fora do útero e tem validade de até cinco anos. Já o desogestrel é um anticoncepcional hormonal oral que ajuda a controlar a ovulação e a progressão da doença.

Novos tratamentos no SUS

O DIU-LNG é indicado para mulheres que não podem usar contraceptivos orais combinados, oferecendo uma alternativa de longa duração. O desogestrel pode ser prescrito já na avaliação clínica, antes de exames de imagem, ajudando a aliviar sintomas e evitar a progressão da doença.

Paralelamente aos novos métodos, o SUS mantém o tratamento clínico e o tratamento cirúrgico como opções. Terapias com progestágenos, GnRH e analgésicos continuam disponíveis, bem como procedimentos como videolaparoscopia e, em casos mais complexos, histerectomia.

A ampliação de opções no SUS ocorreu entre 2022 e 2024, com aumento de diagnósticos na Atenção Primária e nos serviços especializados, refletindo maior acesso ao diagnóstico e ao tratamento.

Impacto e perspectivas

A inclusão do DIU-LNG e do desogestrel representa melhoria no acesso a terapias que podem transformar a rotina de mulheres com endometriose. Segundo o Ministério da Saúde, a atualização reforça a qualidade de vida das pacientes e a atualização tecnológica do sistema, com embasamento em evidências pela Conitec.

As informações oficiais destacam que os tratamentos não visam a prevenção da gravidez, mas o manejo da endometriose, com uso exclusivo para esse fim. A medida envolve a continuidade de estratégias já existentes de tratamento e diagnóstico no SUS.

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