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‘Enviado da COP30 afirma que florestas tropicais são essenciais para o Acordo de Paris’

Beto Veríssimo defende pagamento por serviços ecossistêmicos para preservar florestas e cumprir metas climáticas na COP30 em Belém

Beto Veríssimo, cofundador do Imazon: "Assim como temos um seguro e um serviço para manter estradas, precisamos pagar pela floresta em pé" (Foto: Divulgação)
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  • A Conferência de Mudanças Climáticas da ONU (COP30) ocorrerá em novembro em Belém.
  • Beto Veríssimo, cofundador do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), destaca a importância das florestas tropicais para as metas climáticas globais.
  • Ele propõe o pagamento por serviços ecossistêmicos como estratégia central na conferência.
  • Atualmente, 84 milhões de hectares da Amazônia estão desmatados, principalmente devido à pecuária de baixa produtividade.
  • Veríssimo acredita que a restauração florestal pode gerar empregos e benefícios ambientais, e vê potencial no Brasil para liderar a transição para uma economia de baixo carbono.

A Conferência de Mudanças Climáticas da ONU (COP30), marcada para novembro em Belém, será um ponto crucial na luta contra a emergência climática. Beto Veríssimo, cofundador do Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), destaca a relevância das florestas tropicais para o cumprimento das metas climáticas globais. Em entrevista, ele enfatizou que, nos próximos dez anos, a natureza será a principal solução para a crise climática.

Veríssimo, que possui mais de 35 anos de experiência na Amazônia, lidera o projeto Amazônia 2030, que reúne 120 especialistas. Ele defende que a preservação das florestas é essencial para mitigar as emissões de gases de efeito estufa e garantir a resiliência climática do planeta. “Sem as florestas tropicais, não há como cumprir as metas do Acordo de Paris”, afirmou.

O pesquisador propõe o pagamento por serviços ecossistêmicos como uma estratégia central na COP30. Esse modelo reconhece as florestas como infraestrutura essencial para a regulação climática, sugerindo que o Brasil deve pagar pela conservação das florestas em pé. Veríssimo argumenta que o país, com um terço das reservas de carbono florestal tropical do mundo, tem um potencial único para liderar a transição para uma economia de baixo carbono.

Atualmente, 84 milhões de hectares da Amazônia estão desmatados, uma área maior que a soma da França e Itália. A maior parte desse desmatamento ocorreu devido à pecuária de baixa produtividade. Veríssimo ressalta que a Amazônia possui uma capacidade natural de regeneração, o que facilita projetos de restauração. Ele acredita que investir na restauração florestal gera empregos e benefícios ambientais.

Como enviado climático para florestas na COP30, Veríssimo expressa otimismo em relação à liderança brasileira nas negociações climáticas. Ele destaca a importância de mobilizar o setor privado e ampliar o diálogo entre ciência, iniciativa privada e governo, considerando a conferência um catalisador para a transformação do Brasil em uma economia de baixo carbono.

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