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Nasa anuncia projeto para construir usina nuclear na Lua até 2030

EUA planejam reator nuclear na Lua até 2030 para garantir liderança espacial e segurança geopolítica em meio à competição com China e Rússia

Solo lunar, em imagens captadas pela sonda Firefly Blue Ghost, em 24 de fevereiro (Foto: AFP)
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  • O secretário de Transportes dos Estados Unidos, Sean Duffy, anunciou um plano para construir um reator nuclear de 100 KW na Lua até 2030.
  • A proposta será formalizada pela NASA e busca garantir a liderança dos EUA na exploração espacial, em meio à competição com China e Rússia.
  • O projeto, chamado Fission Surface Power, permitirá abastecer cerca de 80 residências nos EUA e será transportado em um veículo de carga pesada com capacidade para 15 toneladas.
  • A NASA deve emitir um pedido de propostas para empresas interessadas em até 60 dias.
  • A construção do reator pode criar uma zona de exclusão ao redor da instalação, dificultando a presença de outras nações na região lunar.

O secretário de Transportes dos Estados Unidos, Sean Duffy, anunciou um plano ambicioso para construir um reator nuclear de 100 KW na Lua até 2030. A proposta, que será formalizada pela NASA, visa garantir a liderança dos EUA na exploração espacial, especialmente em um cenário de crescente competição com China e Rússia.

A NASA já havia explorado a ideia de reatores nucleares lunares, com contratos de US$ 5 milhões em 2022 para projetos menores. No entanto, a nova iniciativa representa um avanço significativo, com a expectativa de que o reator comece a operar em 2030. Duffy, que também é o administrador interino da NASA, destacou que a construção de uma usina na Lua é crucial para o desenvolvimento de uma economia lunar sustentável e para a segurança nacional.

Detalhes do Projeto

O projeto, denominado Fission Surface Power, prevê que o reator tenha capacidade para abastecer cerca de 80 residências nos EUA. O reator será transportado em um veículo de carga pesada, com capacidade para 15 toneladas. A NASA deve emitir um pedido de propostas para empresas interessadas em até 60 dias. A construção do reator lunar também permitirá que os EUA reivindiquem uma zona de exclusão ao redor da instalação, dificultando a presença de outras nações na região.

Duffy alertou que o primeiro país a estabelecer um reator na Lua poderá criar uma zona de controle, o que complicaria os planos da missão Artemis dos EUA, que visa retornar humanos à Lua em 2027. A data de 2030 é especialmente significativa, pois coincide com os planos da China de enviar um homem à Lua.

Desafios e Oportunidades

Apesar do potencial do projeto, a NASA enfrenta desafios, incluindo a necessidade de licenças especiais para o uso de material radioativo e cortes orçamentários que podem impactar o cronograma. A tecnologia de microreatores, que será utilizada, ainda não possui licenciamento da Comissão Reguladora Nuclear dos EUA.

A pressão para avançar rapidamente na exploração lunar se intensifica à medida que a competição global se acirra. A construção de um reator nuclear na Lua pode ser um passo decisivo para os EUA, não apenas em termos de exploração espacial, mas também em questões de segurança geopolítica.

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