- Uma pesquisa da Universidade Rush e da Universidade da Califórnia mostra que a adoção de sete fatores de saúde cardiovascular reduz biomarcadores de neurodegeneração em idosos.
- O estudo analisou 1.018 adultos com 65 anos ou mais, participantes do Chicago Health and Aging Project.
- Os sete fatores incluem dieta, atividade física, tabagismo, índice de massa corporal, glicemia, pressão arterial e lipídios no sangue.
- Participantes com melhores resultados nesses fatores apresentaram níveis mais baixos de neurofilamentos de cadeia leve e proteína tau total, associados ao Alzheimer.
- A Associação Americana do Coração atualizou os critérios de saúde cardiovascular, agora incluindo a qualidade do sono como essencial.
Uma pesquisa recente revela que a adoção de sete fatores modificáveis de saúde cardiovascular está associada a uma redução nos biomarcadores de neurodegeneração em idosos. O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade Rush e da Universidade da Califórnia, analisou 1.018 adultos com 65 anos ou mais, participantes do Chicago Health and Aging Project. Os resultados indicam que aqueles que se dedicam a melhorar sua saúde cardiovascular apresentam menos sinais de doenças neurodegenerativas, como o Alzheimer.
Os sete fatores identificados pela Associação Americana do Coração (AHA) incluem dieta, atividade física, tabagismo, índice de massa corporal (IMC), glicemia, pressão arterial e lipídios no sangue. Os participantes que obtiveram melhores resultados nesses critérios mostraram níveis mais baixos de biomarcadores como os neurofilamentos de cadeia leve (NfL) e a proteína tau total (t-tau), que estão associados à progressão de doenças neurodegenerativas.
De acordo com Marcio Balthazar, professor da Unicamp, a pesquisa reforça a conexão já conhecida entre saúde do coração e do cérebro, destacando que a inflamação sistêmica e o estresse oxidativo podem ser fatores comuns que aumentam o risco de Alzheimer. Feres Chaddad, da Unifesp, complementa que a inatividade física e hábitos como o tabagismo podem comprometer a saúde cerebral, levando a lesões acumulativas nos neurônios.
Além disso, a resistência à insulina, frequentemente associada ao diabetes, está ligada ao acúmulo de proteínas patológicas no cérebro, que são marcadores do Alzheimer. A obesidade e o sedentarismo também contribuem para a inflamação crônica, que pode danificar a comunicação entre neurônios.
A AHA atualizou recentemente os critérios do Life’s Simple 7, incluindo a qualidade do sono como um fator essencial para a saúde cardiovascular. O sono adequado, entre 7 e 9 horas por noite para adultos, é fundamental para a manutenção da saúde cerebral e cardiovascular.
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