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Vacina antipólio, lançada há 70 anos, salvou milhares de vidas no mundo

Brasil adota vacina injetável contra poliomielite para combater mutações do vírus vacinal e aumentar a cobertura vacinal infantil

Foto: Reprodução
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  • O Brasil vai substituir a vacina oral contra a poliomielite pela injetável a partir de novembro de 2024.
  • A mudança visa reduzir o risco de mutações do vírus vacinal, devido à queda na cobertura vacinal, que está em cerca de 70%.
  • A nova estratégia foi recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e foca na proteção das crianças.
  • A vacina injetável será administrada em uma dose aos 15 meses, substituindo as doses orais anteriores.
  • O mascote Zé Gotinha continuará a representar as campanhas de vacinação, que buscam restaurar a confiança nas vacinas.

O Brasil anunciou a substituição da vacina oral contra a poliomielite pela injetável, a partir de novembro de 2024. A decisão visa reduzir o risco de mutações do vírus vacinal, em resposta à queda na cobertura vacinal, que atualmente está em torno de 70%. A nova estratégia foi recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e busca proteger a população, especialmente as crianças.

Historicamente, a poliomielite, que afeta principalmente crianças, foi identificada pela primeira vez no século XVIII. A primeira grande epidemia ocorreu nos Estados Unidos em 1916, levando a um aumento significativo na busca por vacinas. O virologista Jonas Salk desenvolveu a vacina injetável em 1955, seguida pela vacina oral de Albert Sabin em 1961, que se tornou a principal ferramenta de erradicação da doença.

A vacina oral, feita com vírus vivo atenuado, foi eficaz na redução de casos, mas apresenta riscos de mutações em áreas com baixa cobertura vacinal. A epidemiologista Ligia Kerr destaca que a vacinação infantil caiu globalmente nos últimos 30 anos, levando a um aumento do medo e da desinformação sobre a poliomielite. O Brasil, que havia erradicado a doença em 1994, enfrenta agora o risco de retorno.

A nova abordagem vacinal no Brasil consiste em administrar uma dose da vacina injetável aos 15 meses, substituindo as doses orais anteriores. Essa mudança não deve eliminar o Zé Gotinha, mascote das campanhas de vacinação, que continua a simbolizar a luta contra diversas doenças. A medida é parte de um esforço mais amplo para restaurar a confiança nas vacinas e aumentar a cobertura vacinal, essencial para a proteção da saúde pública.

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