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Dentes revelam segredos sobre culturas antigas e suas práticas sociais

Estudo revela consumo de noz de bétele há 4 mil anos na Tailândia, ampliando o entendimento sobre práticas culturais antigas

Foto: Reprodução
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  • Pesquisadores encontraram vestígios de nozes de bétele em dentes de indivíduos de 4.000 anos na Tailândia.
  • O estudo foi realizado no sítio arqueológico de Nong Ratchawat e revela práticas culturais antigas.
  • Foram analisadas 36 amostras dentárias de seis indivíduos, com traços de alcaloides como arecolina e arecaidina em três amostras.
  • A pesquisa é a evidência biomolecular mais antiga do consumo da noz de bétele na região.
  • A equipe planeja estudar mais indivíduos para entender as práticas funerárias e o uso de nozes de bétele na cultura local.

Pesquisadores descobriram vestígios de nozes de bétele em dentes de indivíduos de 4.000 anos na Tailândia, revelando práticas culturais antigas. O estudo, realizado em um sítio arqueológico em Nong Ratchawat, destaca a preservação de compostos psicoativos na placa dentária.

A equipe analisou 36 amostras dentárias de seis indivíduos e encontrou traços de alcalóides, como arecolina e arecaidina, em três amostras. Esses compostos são conhecidos por seus efeitos estimulantes e estão presentes em plantas como café e tabaco. A descoberta é considerada a evidência biomolecular mais antiga do consumo da noz de bétele na região.

Os pesquisadores utilizaram uma abordagem inovadora para detectar resíduos químicos que, de outra forma, seriam invisíveis. Piyawit Moonkham, da Universidade de Chiang Mai, explicou que a análise da placa dentária pode revelar comportamentos e práticas culturais que não deixam vestígios arqueológicos tradicionais. A presença de compostos na placa sugere um consumo repetido, embora a ausência de manchas em alguns dentes possa indicar diferentes métodos de consumo ou práticas de limpeza.

O sítio arqueológico de Nong Ratchawat, datado da Idade do Bronze, já revelou 156 sepulturas humanas desde 2003. A equipe planeja estudar mais indivíduos para entender melhor as práticas funerárias e o uso de nozes de bétele na cultura local. Shannon Tushingham, da Academia de Ciências da Califórnia, destacou que essa pesquisa pode abrir novas janelas para a história das práticas culturais humanas, reconhecendo a rica herança cultural por trás do uso de plantas psicoativas.

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