- A formação em inteligência artificial (IA) no Brasil tem crescido rapidamente, com destaque para o curso da Universidade Federal de Goiás (UFG), que se tornou o mais concorrido da instituição, superando medicina.
- Desde sua criação em 2019, o bacharelado em IA atraiu um número crescente de estudantes, refletindo a demanda por profissionais qualificados.
- A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) foi a primeira a oferecer um curso de ciência de dados e IA em 2020, e atualmente existem 28 graduações reconhecidas pelo Ministério da Educação.
- A PUC-Rio lançou um novo curso que enfatiza a ética no uso da IA, preparando profissionais para questionar o uso da tecnologia e seus impactos sociais.
- A Academia Brasileira de Ciências destacou a necessidade de formar profissionais qualificados para que o Brasil não fique para trás em inovações tecnológicas.
A formação em inteligência artificial (IA) no Brasil tem avançado rapidamente, com destaque para o curso da Universidade Federal de Goiás (UFG), que se tornou o mais concorrido da instituição, superando até mesmo medicina. Desde sua criação em 2019, o bacharelado em IA atraiu um número crescente de estudantes, refletindo o aumento da demanda por profissionais qualificados na área. Heloisy Rodrigues, uma das pioneiras do curso, decidiu mudar seu foco da medicina para a IA e, hoje, é uma das formadas da primeira turma.
A UFG não está sozinha nesse movimento. A Universidade Federal da Paraíba (UFPB) foi a primeira a oferecer um curso de ciência de dados e IA em 2020, e atualmente, o Ministério da Educação reconhece 28 graduações com essa denominação no país. Na UEL (Universidade Estadual de Londrina), o curso de ciência de dados e IA também se destacou, exigindo uma nota de corte de 735,20 pontos, superando áreas tradicionais como engenharia civil.
Crescimento e Inovação
O professor Anderson Soares, do Instituto de Informática da UFG, explica que as discussões para a criação do curso começaram em 2017, muito antes do “boom” da IA. Com um investimento de R$ 12 milhões da Fapeg, a UFG criou um centro de inteligência artificial, visando aproximar a academia do mercado. Heloisy, que participou de projetos com empresas durante a graduação, agora atua na área de consultoria de IA.
A PUC-Rio também entrou na corrida, lançando um novo curso que enfatiza a ética no uso da IA. A coordenadora Paula Maçaira destaca que a formação deve ir além da técnica, preparando profissionais para questionar o uso da tecnologia. O currículo inclui disciplinas que abordam os impactos sociais e éticos da IA, refletindo a crescente preocupação com suas consequências.
Desafios e Oportunidades
Com a popularização da IA, surgem debates sobre seu uso responsável. Alex Echeverria, também egresso da UFG, ressalta que a ética deve ser parte integrante da formação técnica. Ele alerta que os riscos surgem quando desenvolvedores ignoram o contexto social dos dados utilizados.
A Academia Brasileira de Ciências apontou que o Brasil entrou tarde na corrida global pela IA, destacando a necessidade de formar profissionais qualificados para não ficar para trás em inovações tecnológicas. A formação em IA no Brasil, embora recente, já mostra sinais de crescimento e adaptação às demandas do mercado, com um foco crescente em ética e responsabilidade social.
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