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Planta mexicana de tequila pode impulsionar produção de biocombustível no Brasil

Pesquisas no Brasil buscam potencializar o Agave tequilana para etanol, ração animal e sequestro de carbono em áreas semiáridas

Etanol de tequila: em março, pesquisadores da Embrapa Algodão visitaram o México, onde estabeleceram parcerias com instituições ligadas à produção de tequila, para aprofundar os estudos sobre o uso de Agave na produção de biocombustíveis e sequestro de carbono. (Foto: Alexandre Oliveira/Embrapa/Divulgação)
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  • A planta Agave tequilana, usada no México para produzir tequila, está sendo estudada no Brasil para etanol, sequestro de carbono e alimentação animal.
  • A pesquisa é liderada pela Embrapa Algodão em parceria com a Santa Anna Bioenergia e visa diversificar o uso da planta em climas semiáridos.
  • O projeto, com duração de cinco anos, analisa outras variedades de agave, como o sisal, e busca gerar biomassa e energia renovável.
  • Em março, pesquisadores da Embrapa visitaram o México para firmar parcerias e já estão avaliando 500 mudas em municípios da Bahia e da Paraíba.
  • O projeto enfrenta desafios na mecanização do plantio e colheita do Agave, com o objetivo de facilitar o cultivo em larga escala no Brasil.

A planta Agave tequilana, tradicionalmente associada à produção de tequila no México, está sendo estudada no Brasil como uma alternativa para produção de etanol, sequestro de carbono e alimentação animal. A pesquisa, liderada pela Embrapa Algodão em parceria com a Santa Anna Bioenergia, busca diversificar o uso dessa planta adaptada ao clima semiárido, contribuindo para a bioeconomia e a transição energética no país.

O projeto, que se estenderá por cinco anos, inclui a análise de outras variedades do gênero agave, como a sisal, já utilizada na produção de cordas. O foco é explorar o potencial do Agave para gerar biomassa, energia renovável e ração animal. Tarcísio Gondim, pesquisador da Embrapa, destaca que essa inovação pode mitigar desigualdades regionais e enfrentar a precarização das áreas sisaleiras do Nordeste.

Parcerias e Unidades de Referência

Em março, pesquisadores da Embrapa visitaram o México para estabelecer parcerias com o Instituto Nacional de Investigações Florestais, Agrícolas e Pecuárias. As primeiras 500 mudas de Agave tequilana já estão sendo avaliadas em municípios da Bahia e da Paraíba. A primeira Unidade de Referência Tecnológica foi implantada em Jacobina, com 1.800 mudas.

O projeto inclui ensaios sobre arranjos de plantio e manejo da cultura, visando maximizar o rendimento econômico. Além disso, estão sendo desenvolvidas metodologias para analisar a química da biomassa do Agave, com o intuito de aprimorar a produção de etanol e ração animal a partir dos resíduos da planta.

Desafios e Mecanização

Os resíduos da produção de etanol de Agave também estão sendo explorados como fonte de alimentação para ruminantes, especialmente em períodos de escassez no Semiárido. O zootecnista Manoel Francisco de Sousa acredita que isso pode melhorar a sustentabilidade da pecuária na região.

Um dos principais desafios do projeto é a mecanização das etapas de plantio e colheita do Agave. Odilon Reny Ribeiro, especialista em mecanização agrícola, ressalta que, embora o México já utilize mecanização em várias etapas, o plantio ainda é manual. O objetivo é desenvolver soluções que viabilizem a mecanização em larga escala no Brasil, facilitando o cultivo do Agave em grandes áreas.

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