- Um estudo da Northwestern Medicine revela que muitos adultos americanos têm corações biologicamente mais velhos que sua idade cronológica.
- A pesquisa, publicada na revista JAMA Cardiology, analisou dados de quatorze mil pessoas sem doenças cardiovasculares prévias.
- Em média, as mulheres têm corações 4,1 anos mais velhos e os homens, 7 anos mais velhos que a idade real.
- Homens negros apresentam uma idade cardíaca 8,5 anos superior à cronológica, enquanto homens brancos têm uma diferença de 6,4 anos.
- A autora do estudo, Sadiya Khan, destaca que a ferramenta pode ajudar na compreensão dos riscos cardíacos e incentivar hábitos saudáveis.
Um novo estudo da Northwestern Medicine revela que muitos adultos americanos apresentam corações com idade biológica superior à cronológica. A pesquisa, publicada na revista JAMA Cardiology, analisou dados de 14 mil pessoas sem doenças cardiovasculares prévias, utilizando uma calculadora que estima a idade cardíaca com base em fatores de risco como pressão arterial, colesterol e tabagismo.
Os resultados indicam que, em média, as mulheres têm corações 4,1 anos mais velhos que sua idade real, enquanto os homens apresentam uma diferença de 7 anos. As disparidades são ainda mais acentuadas entre grupos étnicos e socioeconômicos. Homens negros, por exemplo, têm uma idade cardíaca 8,5 anos superior à cronológica, em comparação com 6,4 anos para homens brancos. Mulheres latinas e negras também mostram idades cardíacas mais avançadas em relação a mulheres brancas e asiáticas.
A autora do estudo, Sadiya Khan, destaca que a ferramenta pode ser útil para facilitar a compreensão dos riscos cardíacos. “Oferecer o risco de doença cardíaca como uma idade pode ser mais intuitivo”, afirma. A calculadora, disponível online, visa estimular a adoção de hábitos saudáveis, como exercícios físicos e uma dieta equilibrada, para reduzir a discrepância entre as idades biológica e cronológica.
Khan enfatiza a importância de identificar indivíduos com idade cardíaca avançada para priorizar ações preventivas. A pesquisa ressalta a necessidade de intervenções urgentes, especialmente em grupos marginalizados, que enfrentam maior carga de risco de doenças cardíacas. A expectativa é que a ferramenta ajude na promoção de um envelhecimento mais saudável e uma expectativa de vida mais longa.
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