- Um estudo recente indica que a capacidade cardiorrespiratória é um preditor mais relevante de mortalidade do que o peso corporal.
- A pesquisa analisou dados de quase 400 mil pessoas e foi liderada por Siddhartha Angadi, fisiologista do exercício da Universidade da Virgínia.
- A condição física, medida pelo consumo máximo de oxigênio (VO₂ pico), é essencial para prever o risco de morte.
- Especialistas destacam que até 30% das pessoas com peso normal podem ter obesidade oculta, tornando a avaliação da composição corporal importante.
- A combinação de dieta, atividade física e farmacologia é fundamental para uma abordagem eficaz à saúde, segundo o médico Ángel Durántez.
Um novo estudo revela que a capacidade cardiorrespiratória é um preditor mais significativo de mortalidade do que o peso corporal, desafiando a noção de que a obesidade pode ser saudável. A pesquisa, que analisou dados de quase 400 mil pessoas, destaca a importância de abordagens multidisciplinares para a saúde.
O estudo, liderado por Siddhartha Angadi, fisiologista do exercício da Universidade da Virgínia, mostra que a condição física, medida pelo consumo máximo de oxigênio (VO₂ pico), é crucial para prever o risco de morte. Após ajustes, as categorias de índice de massa corporal (IMC) não foram preditivas do risco de mortalidade. Angadi afirma que os benefícios do exercício físico podem ser obtidos mesmo sem perda de peso.
Além disso, especialistas como Javier Escalada, da Clínica Universidade de Navarra, ressaltam que a avaliação da composição corporal é fundamental. Ele aponta que até 30% das pessoas com peso normal podem ter obesidade oculta. A funcionalidade dos pacientes deve ser analisada para entender melhor a relação entre peso e saúde.
Estudos anteriores já indicavam que a obesidade metabólicamente saudável pode ser enganosa. Um levantamento de 2021 com dados do Biobanco do Reino Unido mostrou que indivíduos considerados metabolicamente saudáveis ainda apresentam riscos elevados de doenças como diabetes e problemas cardiovasculares.
Angadi recomenda seguir as diretrizes de atividade física, que incluem 150 minutos de exercício moderado por semana. No entanto, um estudo de 2022 sugere que a atividade física, embora benéfica, não elimina os riscos associados ao excesso de peso. A combinação de dieta, farmacologia e exercício é essencial para uma abordagem eficaz à saúde, conforme enfatiza o médico Ángel Durántez.
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