- A neurocientista Suzana Herculano-Houzel criticou a eficácia de algoritmos, como o ChatGPT, em gerar significado verdadeiro.
- Ela afirmou que, apesar de produzirem textos coerentes, esses sistemas não substituem a complexidade da linguagem humana.
- Herculano-Houzel compartilhou uma situação engraçada em que uma busca no Google confundiu seu nome com o de seu marido, Jon Kaas, evidenciando as limitações dos algoritmos.
- A neurocientista destacou que a produção de conhecimento científico requer rigor e análise crítica, que os algoritmos não conseguem oferecer.
- Segundo Herculano-Houzel, a evolução da linguagem humana envolve associações cognitivas complexas, e a geração de texto por algoritmos não implica em compreensão.
Suzana Herculano-Houzel, neurocientista de renome, expressou preocupações sobre a eficácia dos algoritmos, como o ChatGPT, em gerar significado verdadeiro. Em recente reflexão, ela destacou que, embora esses sistemas consigam produzir textos coerentes, não conseguem substituir a complexidade da linguagem humana.
Herculano-Houzel, casada com Jon Kaas, também neurocientista, compartilhou uma experiência divertida envolvendo uma busca no Google. Ao procurar seu nome, o resultado incorretamente identificou Kaas como seu marido, gerando risadas entre eles. Essa situação ilustra a limitação dos algoritmos em compreender contextos e relações humanas.
A neurocientista criticou a ideia de que “cientistas virtuais” possam resolver problemas reais em laboratórios. Ela enfatizou que a produção de conhecimento científico exige rigor e análise crítica, algo que algoritmos não podem oferecer. Para Herculano-Houzel, a capacidade de gerar texto não implica em compreensão ou significado, um ponto que ecoa as teorias de Noam Chomsky sobre a linguagem.
A evolução da linguagem humana, segundo Herculano-Houzel, não se resume a um “estalo” evolutivo, mas envolve complexas associações cognitivas. O ChatGPT, ao demonstrar que sequências de palavras podem ser geradas por algoritmos, levanta questões sobre a verdadeira natureza da linguagem e do significado. A neurocientista conclui que, sem compreensão, o que os algoritmos produzem não pode ser considerado linguagem no sentido pleno da palavra.
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