Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Animais dispersores de sementes em declínio, impactando florestas e clima: estudo

Declínio de dispersores de sementes ameaça regeneração de florestas e captura de carbono, reduzindo dispersão de sementes a longas distâncias no ambiente tropical

A Jamaican fruit bat (Artibeus jamaicensis), among the many species that help disperse plant seeds, by keesgroenendijk via Wikimedia Commons (CC BY 4.0).
0:00
Carregando...
0:00
  • Estudo de revisão alerta para a queda de animais dispersores de sementes, o que pode impactar florestas e o clima.
  • Aproximadamente metade das plantas, inclusive 90% das árvores de florestas tropicais, dependem desses animais para se propagarem.
  • Animais frugívoros ajudam as sementes a germinar mais rápido e em lugares mais seguros; sua ausência reduz a germinação e o estabelecimento das plantas.
  • Exemplos incluem aves, morcegos, macacos, antas e até peixes que dispersam sementes em ecossistemas como a Amazônia e o Pantanal.
  • As principais causas são perda de habitat, fragmentação, espécies invasoras e exploração animal; a queda na dispersão de sementes pode reduzir o acúmulo de carbono em florestas de regeneração.

O aumento da preocupação com a queda de dispersores de sementes, ao lado das taxas de polinizadores, ganha reforço em uma revisão que alerta para impactos significativos nas florestas e no clima. O estudo defende que a redução desses animais é tão importante quanto a das abelhas para a restauração.

Segundo o coautor Mauro Galetti, diretor do Centro de Pesquisas em Dinâmica da Biodiversidade e Mudanças Climáticas da Universidade Estadual Paulista, ambas as áreas devem ser consideradas em ações de conservação. A divulgação enfatiza que muitos plantios dependem de dispersores de sementes para a propagação.

A revisão aponta que aproximadamente metade das plantas, incluindo 90% das árvores de florestas tropicais, depende de animais frugívoros para a dispersão de sementes. Esses animais ajudam a germinar sementes ao digeri-las e depositá-las em locais adequados.

Entre os dispersores mais comuns estão aves, morcegos, macacos e antaíras. Em ecossistemas específicos, como a Mata Atlântica, há peixes que também participam da dispersão em manchas ribeirinhas, enquanto peixes como pacu e tambaqui percorrem grandes distâncias com frutos na dieta.

A pesquisa reforça que a redução de dispersores pode reduzir a capacidade de regeneração de florestas e, potencialmente, a captura de carbono. Estima-se que a interrupção do serviço de dispersão possa impactar a acúmulo de carbono em várias toneladas por hectare por ano em florestas de regeneração tropical.

Dados de 2022 indicam queda na diversidade e nos rankings de dispersão a longas distâncias, o que limita a capacidade de plantas se deslocarem para novas faixas de habitat diante do aquecimento global. O efeito é visto como prejudicial à adaptação das florestas.

As principais causas apontadas para o declínio são a perda de habitat, a fragmentação de paisagens, espécies invasoras e exploração animal. Pesquisadores destacam que proteger, gerenciar e restaurar dispersores é essencial para enfrentar a queda da natureza e os desafios climáticos.

O estudo conclui que ações de conservação específicas para dispersores de sementes devem acompanhar estratégias de restauração, assegurando a continuidade de serviços ecossistêmicos cruciais para florestas e clima.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais