- Um leopardo-javanês (Panthera pardus melas) foi registrado por câmera armadilha no Parque Florestal Tahura Mangkunagoro I, na região montanhosa de Mount Lawu, em Java central.
- A gravação ocorreu após um morador informar aos técnicos sobre avistamento de leopardo em uma trilha; equipes instalaram câmeras por duas semanas para ampliar as chances de captura.
- Das dez câmeras levadas pela equipe, apenas três funcionaram no campo, e uma delas registrou o felino antes do fim do período.
- O objetivo é comprovar que o animal ainda frequenta a área e fortalecer a vigilância, preservação e engajamento da comunidade local na região.
- A observação se integra à atuação do JWLS (Leopard Survey Java-Wide) e à estratégia de conservação da Javan leopard, com previsão de dados e ações até o primeiro trimestre de 2026.
A câmera armada na floresta de Mount Lawu, em Java Central, registrou pela primeira vez neste ciclo um leopardo de Java, espécie endêmica e ameaçada. O registro ocorreu após o relato de um caminhante sobre a presença de um felino na trilha e foi obtido por meio de armadilhas fotográficas instaladas pela Tahura Mangkunagoro I.
A ação envolveu quatro oficiais do parque e duas pessoas da comunidade local. Das dez câmeras disponíveis, apenas três funcionaram na área de monitoramento, e uma delas capturou o leopardo durante o período de observação, que durou duas semanas para ampliar as chances de registro.
O Tahura Mangkunagoro I ocupa 231 hectares na encosta de Mount Lawu, um vulcão de 3.265 metros na fronteira entre os estados de Central e East Java. O parque atua como relevante habitat de biodiversidade, incluindo várias espécies de plantas, aves e mamíferos, com foco em educação ambiental e ecoturismo responsável.
Objetivo da operação é ampliar a vigilância e envolver comunidades locais como parceiras de patrulha, além de ampliar a conscientização pelas redes sociais. A equipe ainda não realizou um inventário populacional do leopardo, não sendo possível estimar seu tamanho com precisão a partir das informações atuais.
Conservacionistas veem no registro um indicativo da integridade ecológica da região e da continuidade de habitat adequado para presas como cervídeos e primatas. Pesquisadores destacam que dados de câmeras ajudam a quantificar biodiversidade, ocupação e densidade populacional, além de identificar ameaças humanas.
O esforço faz parte da Java-Wide Leopard Survey (JWLS), iniciativa conjunta liderada pelo Ministério do Meio Ambiente e Florestas da Indonésia com parceiros como SINTAS Indonesia. O objetivo é concluir a coleta de dados e análises até o primeiro trimestre de 2026, para embasar intervenções e compor a Estratégia e o Plano de Ação de Conservação do Leopardo de Java 2026-2031.
Especialistas ressaltam a importância de ampliar pesquisas com armadilhas e de melhorar a conectividade ecológica entre habitats. Mount Lawu enfrenta pressão de caça ilegal, conflitos com humanos e turismo intenso, tornando essencial o monitoramento contínuo, o engajamento comunitário e a cooperação entre órgãos.
O leopardo de Java, listado como ameaçado pela IUCN e com população selvagem estimada em cerca de 350 indivíduos, é o último grande predador de Java após a extinção do leopardo-javiano. A conservação exige ações rápidas para evitar novas perdas de habitat e ampliar áreas protegidas.
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